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​Marcelo defende “coronabonds”, mas "há quem tenha dúvidas na Europa"

26 mar, 2020 - 15:11 • Dina Soares

Sobre a conversa desta quinta-feira com o bastonário das Ordem dos Médicos, o Presidente revelou ter recebido, da parte de Miguel Guimarães, a garantia de total disponibilidade dos médicos.

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No dia em que se reúne o Conselho Europeu, o Presidente da República elogia a posição assumida pelo primeiro-ministro, António Costa, que defende a emissão de dívida europeia conjunta, os chamados “coronabonds”, mas admite que há "dúvidas" entre vários Estados-membros da União Europeia.

“O primeiro-ministro acha que a Europa deve decidir desde já e sem hesitações, deve ser ambiciosa na concessão de empréstimos e na liberdade de cada estado poder agir sem ser travado pelas regras do défice”, disse Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas, no Palácio de Belém

António Costa subscreveu na quarta-feira, com mais oito líderes europeus, uma carta apelando à urgência de avançar para a emissão conjunta de dívida europeia.

O Presidente da República defende que a UE deve ser “ambiciosa nos empréstimos, ser ambiciosa na possibilidade de cada Estado não estar travado por regras respeitantes a défice. Mas também ser ambiciosa, na medida do possível, em termos da emissão de dívida conjunta europeia".

Marcelo reconhece, no entanto, que a emissão da já denominadas “coronabonds” é uma luta difícil, já que exige a concordância de todos os Estados-membros e alguns estão bastantes reticentes.

O Presidente sublinhou, finalmente, que é imperioso que as medidas que forem sendo tomadas tenham efeitos visíveis na vida das famílias e das empresas.

Marcelo defende bastonário dos Médicos

Relativamente à conversa que manteve esta quinta-feira de manhã com o bastonário das Ordem dos Médicos, o Presidente revelou ter recebido, da parte de Miguel Guimarães, a garantia de total disponibilidade dos médicos.

Quanto às críticas e reivindicações apresentadas ao Governo na carta assinada pelos bastonários das ordens dos Médicos, Enfermeiros e Farmacêuticos, o chefe de Estado que o imperativo de manter a união não dispensa a necessidade de acertar e convergir nas decisões.

Valorizou os contributos de quem está no terreno e deixou um elogia o Miguel Guimarães, tradicionalmente muito crítico do Governo: “Nunca achei que o bastonário da Ordem dos Médicos fosse alarmista. Chamar a atenção para os problemas é dar um contributo positivo.”

Marcelo cancela festas do 10 de Junho na Madeira e na África do Sul, mas mantém as celebrações no continente. Quanto ao estado de emergência, o Presidente nada avança quanto ao seu prolongamento. Está tudo dependente da avaliação da próxima semana.

10 de junho será celebrado apenas em Portugal Continental e com contenção

O Presidente da República vai reunir-se na próxima terça-feira com o governo, os líderes políticos e alguns especialistas a fim de recolher os dados mais recentes que lhe permitam decidir se prolonga ou não o estado de emergência. “A decisão será ponderada em diálogo com o governo e a Assembleia da República para se perceber o que vai ser necessário nos próximos 14 dias”, anunciou Marcelo Rebelo de Sousa.

O chefe de Estado chamou os jornalistas ao Palácio de Belém para anunciar o cancelamento das celebrações do Dia de Portugal prevista para a Madeira e para a África do Sul. “A decisão tinha que ser tomada hoje e era insensato avançar com estas iniciativas.” Marcelo lembrou que tinha que ser decidida, desde já a movimentação de centenas de militares e civis para a Madeira. Referiu-se igualmente ao regime restritivo imposto, até ao final de abril, na África do Sul e à incerteza quanto ao se se irá passar depois. O 10 de junho será, no entanto, celebrado em Portugal continental “com a contenção que se impõe”, garantiu Marcelo.

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  • Cidadao
    26 mar, 2020 Lisboa 17:49
    A Alemanha e os escandinavos nunca aceitarão Eurobondes/coronabonds, mutualizações de qualquer espécie. Não aceitaram em 2010, nem vão aceitar agora. A dita União Europeia, é apenas um mercado de negócios e nunca uma "união" de Estados. O que convém aos países pobres não convém aos ricos e vice versa. Mais valia criar 2 UE: a Alemanha e os ricos encandinavos e não só, dum lado - obviamente as importações de Mercedes/Porsches/BMW/tulipas, tinham de passar a ser fortemente taxadas - e do outro os restantes países, talvez encabeçados pela Inglaterra que deve estar ansiosa para ser parte de alguma coisa. Porque falar em "união" europeia é falar em tretas. Que o diga a Itália que quem a tem ajudado não é a UE, mas a China.