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Mais de 2 milhões ligaram-se ao @FestivalEuFicoEmCasa

25 mar, 2020 - 17:51 • Maria João Costa

A iniciativa inédita que visou “sensibilizar a população a ficar em casa” contou com a participação de músicos de diferentes quadrantes da música nacional.

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O @FestivalEuFicoEmCasa teve uma audiência de mais de 2 milhões e 300 mil pessoas. A organização fala num “inequívoco selo de sucesso ao festival” que reuniu durante 6 dias consecutivos dezenas de artistas portugueses que através da rede social Instagram chegaram a casa de quem os ouviu.

A iniciativa inédita que visou “sensibilizar a população a ficar em casa” contou com a participação de músicos de diferentes quadrantes da música nacional, de António Zambujo, a Pedro Abrunhosa, passando por Capicua ou Diogo Piçarra. Participaram também, entre outros Mafalda Veiga, Márcia, Carolina Deslandes ou Ricardo Ribeiro.

Com espetáculos cancelados, alguns numa altura em que têm discos novos, impedidos de chegar ao seu publico, os artistas estão a viver “uma situação sem precedente com 100% da sua atividade ao vivo cancelada” explica a organização deste festival.

A partir das suas casas, nas salas de estar ou em estúdios caseiros, os artistas cativaram mais de 2 milhões e 300 mil pessoas que, explica a organização em comunicado, “estiveram agarradas aos seus dispositivos móveis para ver os seus artistas nacionais preferidos atuarem”

Segundo os dados reunidos, muitos do que se ligaram para ver os concertos de 30 minutos “assistiram a vários concertos durante os 6 dias de festival” que mobilizou artistas, editoras e agências, “num movimento cultural inédito em Portugal, apoiado pelos meios de comunicação, influencers e toda a comunidade digital”.

Este festival “teve também como objetivo tornar visível a problemática com que o sector cultural se depara, chamando a atenção da população, dos media e consequentemente dos decisores políticos para a necessidade de olharem para as especificidades próprias desta área, numa altura em que o cancelamento e adiamento de inúmeros concertos e espetáculos em todo o País resultou numa quebra de 100% na faturação de grande parte dos intervenientes do sector, deixando artistas, músicos, técnicos, agências e várias empresas numa situação económica muito delicada”, explica o comunicado.

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