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Covid-19

Marcelo diz que pico da epidemia de coronavírus pode ser em maio

25 mar, 2020 - 19:56 • Eunice Lourenço

Presidente da República recebeu representantes do setor social e apelou ao cumprimento das regras por parte dos mais velhos.

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O pico da epidemia de Covid-19 pode ser em maio, adiantou esta quarta-feira o Presidente da República. Marcelo Rebelo de Sousa falava no Palácio de Belém, depois de receber os responsáveis do setor social.

O Presidente disse que ficou descansado com as garantias dadas pela União de Misericórdias e pela Confederação nacional das Instituições de Solidariedade e salientou como o setor social é importante para toda a população. E voltou a apelar a que sejam respeitadas as indicações dadas pelas autoridades, o que reconhece pode causar cansaço.

A curva da epidemia em Portugal “vai subindo de uma forma mais suave [em comparação com outros países, como Espanha ou Itália], o que significa que o pico é mais tarde e ser mas tarde significa mais tempo que é pedido às pessoas, o que pode cansar”, disse o Presidente.

“Têm de resistir mais tempo ao cansaço. Onde o pico era para ser no final de março ou, depois, em meados de abril, pode ser mais tarde, pode ser já em maio. Isso para algumas pessoas é um fator de cansaço”, continuou Marcelo Rebelo de Sousa. A ultima estimativa do Governo era que o pico venha a registar-se entre 9 e 14 de abril.

Ainda que admita já o cansaço que algumas medidas podem gerar cansaço, o Presidente fez um apelo aos mais velhos para que cumpram as recomendações e não se estendam nas saídas de casa,

“O passeio higiénico significa para alguns casos o encontro com amigos ou com companheiros de jogo nos jardins onde que se encontram. Damas num caso, sueca noutro caso … Isso está interrompido, isso está suspenso. É um apelo reforçado que faço porque percebo que queiram voltar aos hábitos da normalidade, mas não estamos a viver um momento normal”, avisou o Presidente, dirigindo-se sobretudo aos maiores de 70 como ele próprio.

Nestas declarações aos jornalistas, o Presidente voltou a ser questionado sobre os dados e a garantir a veracidade dos dados divulgados pelas autoridades. E afirmou-se mesmo como o garante da verdade

"Aquilo que posso garantir é que naquilo que depender de mim e de todas as autoridades com as quais estou em contacto permanente [primeiro-ministro, ministra da Saúde e diretora-geral da Saúde], tudo certamente será feito para que aquilo que é transmitido aos portugueses seja verdadeiro", disse Marcelo Rebelo de Sousa, que esta quarta-feira também falou com o presidente da Câmara de Ovar, Salvador Malheiro.

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