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Coronavírus

Manuel Cajuda: "A solução é comprar tempo, só não sei como. A competição já está desvirtuada"

24 mar, 2020 - 16:00 • João Fonseca

O experiente treinador, atualmente no Leixões, não entende como há quem pense que o futebol pode regressar em maio. Pico do coronavírus está previsto para meados de abril.

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Manuel Cajuda considera que, independentemente do que vier a acontecer com o futebol nacional, suspenso devido à pandemia da Covid-19, "a competição já está desvirtuada". O experiente treinador, atualmente no Leixões na II Liga, só vê uma solução para resolver o problema, uma solução inexequível: "Comprar tempo".

Cajuda lembra que a fase que atravessamos "mata o mais pobre e o mais rico", e que por ser profissional de futebol não se desliga do desporto, mas nesta fase é mais importante "olhar para a vida". Cajuda revela que organizou um programa para os seus jogadores treinarem em casa e confessa que o fez para "não ouvir dizer que estava desatualizado".

No entanto, e apesar da crise afetar todos, o técnico sublinha que mesmo nas competições profissionais há realidades muito distintas: "Há clubes que conseguem pôr passadeiras em casa dos jogadores há outros que vivem em quartos um 'pouquinho mais coisos'", em casas mais modestas onde a convivência familiar se faz num espaço muito mais condicionado, anota, em entrevista à Renascença.

Competir em maio? Cajuda não entende como

Com pico da pandemia previsto para meados de abril, e com a UEFA a perspetivar fechar a temporada a 30 de junho, Manuel Cajuda faz contas e não chega a um grande resultado. O treinador do Leixões alerta para o risco de contágio continuar elevado e questiona: "Eu se tiver que ir jogar a Faro, vamos meter 40 pessoas dentro de um autocarro? Vamos ficar instalados num hotel, em que não se sabe as condições em que as coisas estão?".

Manuel Cajuda deseja que "todos sejam realistas" e que neste tempo de pausa não se esgrimam propostas individualizadas na praça pública, com propostas avulso de vários clubes, como se se tratasse de um "ciclista que chega primeiro com as melhores ideias".

É neste cenário que apela a consenso entre todos, para, em sede da Liga, determinarem o que é melhor e uma só voz.

Jogos sem qualidade

O horizonte, neste momento difuso, aponta para a necessidade de uma grande condensação competitiva, de jogos de dois em dois, ou três em três, dias. Cajuda sustenta que não é cenário ideal, mas as equipas poderão concretizá-lo. Contudo, será à sempre às custas da qualidade do futebol.

"Teremos de compreender que jogar de três em três dias, depois de uma paragem que vai ser de praticamente um mês, não vai haver qualidade", avisa

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