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Covid-19

Diretora-geral da Saúde alerta para "falsa sensação de proteção" das máscaras

22 mar, 2020 - 12:55 • Inês Braga Sampaio

Graça Freitas desaconselha máscaras de pano feitas em casa e salienta que o mais importante, para evitar contágio pelo novo coronavírus, é o distanciamento social e deixar de levar as mãos à cara.

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A diretora-geral da Saúde alertou, este domingo, para a "falsa sensação de proteção" do novo coronavírus que as máscaras dão e salientou que a medida mais importante é o distanciamento social.

"O que é preciso garantir sempre é o distanciamento social", sublinhou Graça Freitas, que também pediu um esforço para evitar levar as mãos à boca e à cara.

Na conferência de imprensa de atualização da informação relativa à crise do coronavírus em Portugal, a diretora-geral da Saúde frisou que as máscaras de tecido feitas em casa, "que nem sequer são impermeáveis, só dão a sensação de segurança de que, como tem um pano à frente da boca, pode falar mais perto de alguém".

"Não pode, os vírus vão passar na mesma", vincou.

A conclusão, para Graça Freitas, é simples: "Não use máscaras. Tenha em atenção a contenção e o distanciamento social."

Fixação de preços das máscaras não está em equação


As máscaras podem não ser tão eficazes como o distanciamento social ou outras medidas preventivas, no entanto, a procura tem sido grande e os preços têm aumentado, em diversas farmácias.

Questionada sobre eventual medida de fixação de preços, para evitar especulação, a ministra da Saúde adotou uma abordagem mais reservada.

“Estamos a tentar atuar ao nível da fiscalização através das autoridades competentes. Essa possibilidade poderá equacionar-se, mas neste momento não está em cima da mesa”, referiu a ministra.

80% dos casos em domicílio. Curva "não explosiva"


Marta Temido revelou, ainda, que a maioria dos 1.600 casos confirmados de contágio por coronavírus são ligeiros e estão a ser tratados em casa: “80% dos casos confirmados são casos ligeiros e estão em tratamento domiciliário.”

Por sua vez, Graça Freitas fez notar que “até à data, a curva tem tido um comportamento ascendente, mas não explosivo”. Porém, avisou que não se pode facilitar.

"É precoce prever como será a curva daqui para a frente. Nada nos deve fazer baixar a guarda. Temos de estar preparados para que esta curva possa ter outro tipo de crescimento”, vincou a diretora-geral da Saúde.

No boletim deste domingo, registam-se 1.600 casos confirmados de contágio pelo novo coronavírus e 14 mortes.

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