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Emergência coronavírus. Papa autoriza indulgência plenária

20 mar, 2020 - 14:30 • Aura Miguel , Henrique Cunha

Conheça as medidas excecionais divulgadas pela Santa Sé. Esta sexta-feira, na homilia da missa a que presidiu, Francisco deixou alguns conselhos aos fiéis que estão impedidos de se confessar.

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O Papa Francisco concede indulgência plenária, a título excecional, aos fiéis, face à pandemia do novo coronavírus que estamos a viver.

Um decreto da Penitenciaria Apostólica, publicado sexta-feira, concede a indulgência plenária aos doentes de Covid-19, aos que cuidam deles e a todos os fiéis do mundo que rezam pelos doentes. Em casos graves de necessidade, prevê-se ainda a possibilidade de absolvição coletiva.

Em simultâneo com este decreto, o Vaticano publicou uma nota explicativa desta medida excecional, “sobre o sacramento da reconciliação na actual situação de pandemia”, tendo em conta “a gravidade das atuais circunstâncias” e a “urgência e centralidade do sacramento da reconciliação”.

Nas circunstâncias atuais de pandemia, a confissão individual não é cancelada, mas devem-se cumprir medidas adequadas de prudência face aos riscos de contaminação, ou seja, deve-se “escolher lugares arejados, fora dos confessionários, manter uma distância conveniente e usar máscara, sem prejudicar o segredo sacramental”.

Nos locais onde o nível de contágio é pandémico, o bispo dessa região pode, “em casos de grave necessidade, autorizar a absolvição coletiva: por exemplo, no acesso às enfermarias hospitalares onde se encontram os fiéis contagiados em risco de vida”. A nota sugere mesmo o recurso a “meios de amplificação da voz, para que a absolvição seja ouvida pelos doentes”.

Indulgência plenária - para quem e como?

O decreto concede Indulgência plenária aos fiéis doentes com coronavírus, submetidos a quarentena obrigatória, nos hospitais ou na própria habitação, “desde que desejem afastar-se de qualquer pecado, se unam espiritualmente, através dos meios de comunicação, à celebração da missa, da oração do terço, da Via Sacra ou, pelo menos, que rezem o Credo, o Pai Nossa e invoquem a Virgem Maria” Além de uma contrição bem feita sobre os pecados cometidos, deve haver ainda o propósito “de rezar pelas intenções do Santo Padre” e desejar confessar-se pessoalmente “mal lhe seja possível”.

O pessoal de saúde, os familiares e todos os voluntários que ajudam os doentes e se expõem ao risco de contágio também beneficiam de indulgência plenária, nas mesmas condições.

O mesmo benefício é ainda extensivo “aqueles fiéis que oferecem a visita ao Santíssimo Sacramento, a adoração eucarística ou a leitura da Sagrada Escritura, pelo menos durante meia hora, rezam o terço, participam na Via Sacra, ou recitam a Coroa da Divina Misericórdia para implorar de Deus Omnipotente o fim da epidemia, o alívio dos aflitos e a salvação eterna daqueles que o Senhor chamou a si”.

Esta sexta-feira, na homília da missa a que presidiu, o Papa deixou alguns conselhos aos fiéis que estão impedidos de se confessar.

"Se não encontras um sacerdote para te confessares, fala com Deus, Ele é o teu Pai, e diz-lhe verdade: ‘Senhor, fiz isto, isto, isto … Perdoa-me’, e pede-lhe perdão de todo coração, com o ato de contrição, e promete-lhe: ‘Depois vou me confessar, mas perdoa-me agora’. E imediatamente voltarás à graça de Deus”, declarou Francisco.

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