|

 Casos Ativos

 Suspeitos Atuais

 Recuperados

 Mortes

A+ / A-

Construção estima um impacto de quase 500 milhões e exige apoios extraordinários

18 mar, 2020 - 11:40

Se a actividade parar, param também os pagamentos, alerta o setor.

A+ / A-

Com a "suspensão das obras", o sector admite uma crise de liquidez imediata nas empresas, devido ao coronavírus. Em comunicado, duas das principais associações representativas apontam para um impacto direto de 493 milhões de euros.

Sem uma resposta do Governo, a Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN) e a Associação de Empresas de Construção e Obras Publicas e Serviços (AECOPS) falam num "verdadeiro desastre económico e social”. Se a actividade parar, param também os pagamentos, "regra geral as empresas de construção não têm stocks para vendas em tempo de crise nem existe possibilidade de colocar os trabalhadores em regime de teletrabalho".

Só tendo em conta os dados de março, a paragem do sector iria reduzir o volume de negócios em 1,77 mil milhões, mantendo uma despesa mensal de 435 milhões, com os salários dos mais de 300 mil trabalhadores que estão actualmente registados. Mas as contas não ficam por aqui, é preciso acrescentar ainda 58 milhões de encargos mensais de financiamento das empresas.

O sector exige medidas que respondam à gestão de tesouraria, linhas de crédito sem burocracia, regime de ‘lay-off’ simplificado”, “suspensão por dois meses das obrigações fiscais e contributivas” e a suspensão “no imediato” do pagamento do IVA e das contribuições à Segurança Social e uma moratória de três meses das dívidas à banca. Acrescentam ainda o pagamento imediato das facturas em atraso com fornecedores do Estado e o adiamento de pagamentos nas obras públicas.

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.