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Coronavírus. Câmara de Gaia interdita praias fluviais e marítimas

12 mar, 2020 - 18:08 • Lusa

Autarquia determinou a permanência no domicílio em horário de trabalho dos trabalhadores, colocando-os em regime de teletrabalho, e está a desaconselhar a frequência de 'shoppings' e demais zonas de acesso público fechadas, apelando a que a frequência destes espaços seja "cingida ao estritamente necessário".

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A interdição de praias fluviais e marítimas e a criação de novas linhas telefónicas para atendimento aos munícipes são algumas das medidas anunciadas esta quinta-feira pela Câmara de Vila Nova de Gaia no âmbito da contenção da pandemia Covid-19.

A autarquia avança, em comunicado, que determinou "a interdição das praias fluviais e marítimas", decisão que está a comunicar às respetivas entidades, nomeadamente Polícia Marítima e Polícia Municipal.

Além desta medida, a autarquia determinou a permanência no domicílio em horário de trabalho dos trabalhadores, colocando-os em regime de teletrabalho, e está a desaconselhar a frequência de 'shoppings' e demais zonas de acesso público fechadas, apelando a que a frequência destes espaços seja "cingida ao estritamente necessário".

A Câmara de Gaia especifica que não tem competências para atuar nestes locais "exceto por aconselhamento" e soma como recomendação "o acesso condicionado a feiras e mercados ao ar livre, prioritariamente para suprir necessidades estritas".

A Câmara de Vila Nova de Gaia também anunciou que vai "promover uma alteração orçamental para promover o reforço de verbas adstritas a necessidades decorrentes deste momento" e está a criar novas linhas telefónicas, a funcionar a partir de segunda-feira, para atendimento aos munícipes de forma a evitar deslocações aos serviços municipais.

Na mesma nota também é anunciado que foi criado "um regime de turnos e teletrabalho", tendo sido estabelecido um "desfasamento horário entre turnos", bem como "a ausência de contacto entre os mesmos em serviços básicos como Bombeiros Sapadores e Polícia Municipal, entre outros.

O envio às entidades competentes de um ponto de situação técnico sobre as escolas do concelho, decorrentes dos contactos tidos com agrupamentos e associações de pais, que comunicam à autarquia que o encerramento das escolas é fundamental, é outra das medidas hoje anunciadas.

A estas medidas soma-se a decisão de adiar todos os procedimentos de provas públicas de concursos.

Também está determinado o encerramento, a partir de sexta-feira e por tempo indeterminado até anúncio de medidas em contrário, de todos os pavilhões municipais, estádios municipais e outros equipamentos desportivos municipais ou de gestão municipal.

Os equipamentos culturais municipais, incluindo museus, biblioteca e arquivo, também estarão fechados a partir de sexta-feira, estando igualmente suspensos todos os eventos municipais ou com apoio municipal.

"Esta é mais uma decisão assumida no contexto da fase de contenção alargada face à Covid-19, indo de encontro às recomendações das autoridades de saúde e às atuais necessidades de prevenção de propagação do vírus e de proteção da nossa população", lê-se no comunicado camarário.

Ainda no âmbito do Plano de Contingência, os serviços do PraÇa -- Atendimento Municipal foram reformulados, sendo que a distância entre o munícipe e o funcionário foi alargada e colocado um painel de proteção.

A autarquia também pede "uma entrada mais espaçada" no edifício.

Estas medidas somam-se às anteriormente reveladas pela Câmara de Gaia que na terça-feira tinha determinado o encerramento das piscinas e auditórios municipais, hospedaria do Parque Biológico e Centro de Alto Rendimento, bem como das atividades da Academia Sénior.

Durante o período de encerramento, estes equipamentos municipais serão alvo de intervenções de higienização, desinfeção e manutenção.

"Agradecemos a compreensão de todos e a adoção, por cada um, dos comportamentos aconselháveis face à gravidade do problema, colocando o civismo e a responsabilidade cidadã e a saúde pública em primeiro lugar", termina a nota da autarquia.

O novo coronavírus responsável pela Covid-19 foi detetado em dezembro, na China, e já provocou mais de 4.600 mortos em todo o mundo, levando a Organização Mundial de Saúde a declarar a doença como pandemia.

O número de infetados ultrapassou as 125 mil pessoas, com casos registados em cerca de 120 países e territórios, incluindo Portugal, que tem 78 casos confirmados.

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