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Coronavírus. Governo recomenda suspensão de eventos com mais de 5.000 pessoas

09 mar, 2020 - 20:41 • Lusa

Ministros Marta Temido e Eduardo Cabrita estiveram reunidos na Proteção Civil para acertar agulhas na luta contra o Covid-19.

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Os eventos com muitas pessoas deverão adiados ou cancelados devido ao contágio do novo coronavírus (Covid-19), recomendam os ministros da Administração Interna e da Saúde.

O Governo divulgou esta segunda-feira o plano de contingência para o coronavírus, que contempla recomendações adicionais com caráter genérico, nomeadamente o possível adiamento ou suspensão de eventos com muitas pessoas em zonas com focos de coronavírus.

A ministra da Saúde, Marta Temido, adianta que está previsto que "eventos com mais de cinco mil pessoas em espaços abertos sejam suspensos ou adiados", eventos com mais de mil pessoas à porta fechada possam ser adiados ou cancelados e "eventos que reúnam mais de 150 pessoas e se estiveram programados em concelhos com grupos de transmissão - estamos a falar neste momento de Lousada e Felgueiras - possam ser adiados ou cancelados".

"Estas são medidas que exigem sacrifício, sobretudo quando estamos a falar das populações de Lousada e Felgueiras, são as medidas que consideramos neste momento as mais adequadas para proteger as pessoas e esperamos que a evolução da situação permita que se mantenham no tempo estritamente necessário", sublinha Marta Temido.

Os profissionais de saúde também não devem participar em congressos, conferências ou reuniões, "que não sejam imprescindíveis", para garantir que não fiquem contaminados com coronavírus.

Até esta segunda-feira à tarde, foram confirmados 39 casos de coronavírus em Portugal.

O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, anunciou a suspensão das ligações aéreas para as regiões de Itália em isolamento por causa do surto do novo coronavírus Covid-19.

"Consideramos que as medidas adotadas até ao momento são adequadas, queremos alargá-las no relacionamento com zonas de risco, levando à notificação da suspensão de voos com destino ou origem nas zonas italianas que foram consideradas como sujeitas a restrições pelo Governo italiano. Estamos a falar de voos de aeroportos portugueses de Lisboa, Porto e Faro para as zonas de Milão, Bergamo e aeroportos que servem a cidade de Veneza", afirmou Eduardo Cabrita.

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