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Aeroporto de Beja quer ser “porta de retaguarda”

04 mar, 2020 - 09:40 • Rosário Silva

Com o aeroporto do Montijo no centro do debate, o presidente do município de Beja aproveita o "embalo" e recorda “potencial extraordinário” da infraestrutura.

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No dia em que o primeiro-ministro reúne com os presidentes dos municípios afetados pelo aeroporto do Montijo, o presidente da Câmara de Beja reafirma a importância do aeroporto de Beja para o sistema aeroportuário nacional.

“Sempre temos defendido que é uma boa porta de retaguarda, quer para Lisboa, quer para Faro, para poder descongestionar significativamente esses aeroportos superlotados”, afirma Paulo Arsénio.

Apesar de reconhecer que o aeroporto bejense tem “capacidades limitadas no que toca ao processamento de passageiros por hora e ao estacionamento de aviões na placa”, o autarca, em declarações à Renascença, afirma que esta infraestrutura “tem uma palavra decisiva” no âmbito do sistema aeroportuário nacional.

Questionado se Beja pode ser “uma primeira grande alternativa”, numa altura em que o aeroporto do Montijo está no centro do debate, por causa da lei que permite que as autarquias bloqueiem o projeto, o presidente do município alentejano assegura que “o aeroporto não tem, neste momento, o espaço de estacionamento suficiente e a capacidade de processamento de passageiros por hora para poder fazer essa substituição”, mas sublinha que “a infraestrutura pode e deve ser melhor aproveitada, nomeadamente como segundo aeroporto.”

O autarca assegura, ainda, que “Beja tem um potencial extraordinário para responder sempre que seja necessário ao sistema aeroportuário”, tendo já dado provas disso.

“Agora, se o aeroporto de Beja pode ou não ser alternativa a uma cidade que está a 180 quilómetros de distância, não sei, mas a verdade é que há 50 anos que se estuda a alternativa aeroportuária e o que é certo, é que ao fim de todos estes anos e com tantas alternativas estudadas, ainda não se encontrou nenhuma”, observa.

Estrutura em Beja custou 33 milhões


O aeroporto do Alentejo, a 12 quilómetros da cidade de Beja, foi inaugurado em abril de 2011. Custou 33 milhões de euros. Este terminal de passageiros, de carga e de manutenção de aeronaves, está preparado para receber todo o tipo de operações com um elevado nível de eficiência, porém, não tem tido abertura por parte das companhias aéreas, colocando de lado a sua utilização em complementaridade a Lisboa.

“Este aeroporto está de momento a ser aproveitado para a instalação de manutenção aeronáutica”, lembra o autarca.

O presidente refere-se à Hi Fly que está a fazer da infraestrutura, uma relevante base para os seus aviões. A empresa de manutenção de aeronaves MESA, deste grupo português, iniciou a construção do seu novo hangar no aeroporto, com o início da atividade agendada para o final de 2020.

“Até há um ano, o aeroporto não tinha aproveitamento nenhum e agora começou a ter, numa área e num sector que vai fixar população e mão-de-obra especializada em Beja”, adianta Paulo Arsénio.

A MESA espera investir 30 milhões de euros neste projeto, que deverá criar cerca de 150 empregos nos primeiros três anos de atividade. Distribuído por uma área de 9.500 metros quadrados, o projeto inclui a construção do hangar e oficinas. Para o local está também prevista a construção de um centro técnico com capacidade para grandes aeronaves.

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  • Rui
    04 mar, 2020 Lisboa 11:46
    Quando Costa refere não haver plano "B", ele existe BEJA. Planeado para descongestionar a Portela (e a Ota), bem como Faro, suportado em estudo de Augusto Mateus.

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