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Jacinto Lucas Pires-Henrique Raposo
Um escritor, dramaturgo e cineasta e um “proletário do teclado” e cronista. Discordam profundamente na maior parte dos temas. À segunda e quarta, às 9h15
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Jacinto Lucas Pires e Henrique Raposo - Operação Lex e arquivos do Vaticano - 02/03/2020
Jacinto Lucas Pires e Henrique Raposo - Operação Lex e arquivos do Vaticano - 02/03/2020

H. Raposo

Operação Lex. “O caso é gravíssimo” e Marcelo “tem de falar com voz grossa”

02 mar, 2020 • Marta Grosso , Miguel Coelho (moderação do debate)


Henrique Raposo e Jacinto Lucas Pires comentam a investigação de mais juízes no âmbito da Operação Lex e a revelação dos arquivos secretos do Papa Pio XII, que remontam à segunda Guerra Mundial.

É importante “uma resposta rápida” da parte das instituições para que as suspeitas que recaem sobre juízes portugueses não faça mais mossa na Justiça.

A opinião é defendida nesta segunda-feira pelos comentadores do programa As Três da Manhã das segundas e quartas-feiras.

Henrique Raposo diz que a primeira voz a ouvir-se deve vir de Belém. “O Presidente da República tem de dar uma resposta forte, não pode ser a brincar. Tem de falar com voz grossa”, porque “o caso é gravíssimo”.

Jacinto Lucas Pires destaca que a quebra de confiança dos cidadãos na Justiça “é a porta aberta para todos os populismos e autoritarismos”.

“É neste pântano que o Chega cresce”, acrescenta Henrique Raposo.

A abertura dos arquivos do Vaticano sobre o Papa Pio XII foi o outro tema em debate, com Jacinto Lucas Pires a lembrar a frase de Tolentino Mendonça: “o Cristianismo acontece no interior da História”.

“Só olhando para a história é que se pode começar a pensar o futuro e não haver tabus também nesta matéria é essencial”, afirma Lucas Pires.

O facto de “a transparência” no Vaticano estar a ser “sublinhada por um cardeal português é motivo de orgulho”, reforça Henrique Raposo.

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  • João Lopes
    02 mar, 2020 13:01
    Concordo com Jacinto Lucas Pires que destaca que a quebra de confiança dos cidadãos na Justiça “é a porta aberta para todos os populismos e autoritarismos”. E Agostinho de Hipona (354-430) escreveu: «Um Estado que não se regesse segundo a justiça, reduzir-se-ia a um grande bando de ladrões».