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Coronavírus. Adriano Maranhão diz estar bem e elogia Governo

26 fev, 2020 - 12:16 • João Cunha

“Isto foi um trabalho de excelência”, diz à Renascença o português infetado com coronavírus no Japão.

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O único português conhecido de um português infetado pelo novo coronavírus diz que se sente bem. Em declarações à Renascença, nesta quarta-feira de manhã, Adriano Maranhão refere que voltou a fazer mais testes e que está a receber o devido acompanhamento médico.

O tripulante do navio “Diamond Princess” desconhecia que o Ministério dos Negócios Estrangeiros estava a atuar no seu caso e deixa um agradecimento: "Isto foi um trabalho de excelência. Merece um agradecimento e uma salva de palmas, logicamente".

Agora, espera que o Governo português não o abandone. "O que eu tenho agora para me salvaguardar é a minha embaixada e o meu Governo. E eu peço que eles não me abandonem. Que não me deixem da mão".

Da embaixada, garante ter recebido "apenas um e-mail a referir que já sabiam que tinha sido transferido e que estavam a acompanhar a situação". E a empresa proprietária do navio de cruzeiros disse esta quarta-feira estar em contacto com Adriano Maranhão e a mulher, que o irá acompanhar até que seja repatriado.

“Era o que estava à espera”, admite à Renascença. “A empresa disse-me que tem aqui uma pessoa que está a par da situação. Mas eu ainda não sei quem é a pessoa que está a representar a companhia", adiantou.

Adriano Maranhão revela também que “a maior parte [dos tripulantes] do navio são filipinos e que, no dia em que desembarquei para o hospital, os filipinos, tanto infetados como negativos, foram para as Filipinas".

Pela cabeça passou-lhe, a dada altura, vir para Portugal, para recuperar da doença. “Não esperava que o nosso Presidente dissesse que sim”, admite agora, "porque nós não temos casos em Portugal e eu acho que o nosso Presidente não quer que o nosso país esteja na lista dos países com casos confirmados”.

Adriano Maranhão adianta ainda que “foi a partir da intervenção da comunicação social e do gabinete do Presidente da República" que conseguiu, "dois dias depois, ter feedback da embaixada”. E “foi a partir dai que se começou a fazer alguma coisa”.

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