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Morreu o historiador e cronista Vasco Pulido Valente

21 fev, 2020 - 16:45 • Cristina Nascimento

Tinha 78 anos e morreu num hospital de Lisboa, onde estava internado. O corpo estará no centro funerário de Cascais, em Alcabideche, a partir das 19h00 de domingo, estando a cremação marcada para as 14h00 de terça-feira, dia 24, no mesmo local.

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Morreu o escritor e cronista Vasco Pulido Valente. A notícia é avançada pelo "Público", jornal onde assinava uma coluna desde a sua fundação.

Pulido Valente tinha 78 anos. O jornal, que cita fonte familiar, adianta que o historiador faleceu num hospital de Lisboa, onde estava internado.

O corpo estará no centro funerário de Cascais, em Alcabideche, a partir das 19h00 de domingo, estando a cremação marcada para as 14h00 de terça-feira, dia 24, no mesmo local.

Marcelo Rebelo de Sousa já publicou uma nota de pesar sobre o desaparecimento de Pulido Valente, considerando-o "uma das figuras mais marcantes do espaço público português em democracia".

Vasco Pulido Valente, pseudónimo de Vasco Valente Correia Guedes, nasceu em Lisboa a 21 de novembro de 1941. Licenciou-se em Filosofia pela Faculdade de Letras de Lisboa e tirou um doutoramento em História pela Universidade de Oxford, no Reino Unido.

Entre os livros que publicou, contam-se "Os Militares e a Política: 1820-1856", "A República Velha: 1910-1917", "Marcelo Caetano: As Desventuras da Razão", "De mal a pior" e "O fundo da gaveta", estes dois últimos, os mais recentes, publicados pela D. Quixote.

Uma crónica sua, no "Público", sobre o estado do PS, no verão de 2014, intitulada "A Geringonça", viria a estar na origem da caraterização feita mais tarde por Paulo Portas sobre os acordos entre PS, Bloco de Esquerda e PCP, que viriam a sustentar a constituição do XXI Governo Cosntitucional.

Pulido Valente, em 1979, quando a Aliança Democrática venceu as eleições legislativas, foi chamado a integrar o VI Governo Constitucional, dirigido por Francisco Sá Carneiro, como secretário de Estado da Cultura. Sete anos mais tarde, foi apoiante de Mário Soares na sua primeira candidatura presidencial.

Em 1995, foi eleito deputado à Assembleia da República, pelo Partido Social Democrata, mas demitiu-se ao fim de quatro meses, solidário com a saída de Fernando Nogueira, dizendo-se desiludido com a instituição e a vida parlamentar.

O escritor era casado, desde 2011, com a arquiteta Margarida Isabel Paulino Bentes Penedo. Tinha uma filha, Patrícia Cabral Correia Guedes, fruto de um anterior casamento com a atriz Maria Cabral, protagonista de "O Cerco".

[notícia atualizada às 18h08]

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  • 21 fev, 2020 17:04
    Ficas na historia!