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Eutanásia. CDS apela a "resistência" e pede recurso constitucional ou referendo

20 fev, 2020 - 17:54 • Lusa

Telmo Correia diz que a legalização da eutanásia pode quebrar a confiança entre médicos e doentes no SNS.

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O CDS apelou esta quinta-feira a que haja "resistência" perante uma possível aprovação da despenalização da eutanásia, vendo como legítimo um "recurso constitucional" ou a um referendo.

"Um recurso de uma decisão errada seja ele constitucional, seja ele o referendo para o todo da comunidade nacional é legítimo e o CDS será favorável se for o caso e se ele vier a ser proposto. Perante uma decisão desta gravidade, a resistência é não só legítima como obrigatória", afirmou o deputado centrista Telmo Correia na sua intervenção no parlamento durante o debate da despenalização da morte assistida.

O deputado alertou ainda que a despenalização da eutanásia poderia quebrar a confiança entre médicos e doentes e até afetar o modo como é visto o Serviço Nacional de Saúde (SNS).

"Um médico não se aproxima nunca de um doente a não ser para o tratar (...). Nunca para o matar. Admitir o contrário teria, de resto, uma consequência inaceitável e quebraria a confiança entre o médico e o seu paciente. Quebra de confiança nos médicos, mas também no próprio SNS, que assim passaria a um sistema a que os doentes recorrem, não só para ser ajudados, mas também para que lhes seja administrada a morte", afirmou o deputado centrista Telmo Correia na sua intervenção no parlamento.

Para o CDS é ainda "chocante" admitir a eutanásia num país em que é total a falta de condições no SNS", num país "onde os doentes morrem nas urgências à espera de serem atendidos".

Telmo Correia lamentou ainda que a questão da eutanásia não tenha estado nos programas eleitorais dos partidos mais representados, como o caso do PS.

O CDS insiste que o debate sobre os cinco projetos de lei para despenalizar a eutanásia é feito num momento em que a questão não está amadurecia na sociedade portuguesa e numa altura em que não há avaliação do seu impacto e consequências no SNS.

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