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Função pública

Governo sobe para 10 euros aumento dos salários mais baixos. Sindicatos admitem greve geral

19 fev, 2020 - 10:40 • Redação

A proposta anterior era de sete euros para os níveis 4 e 5 da função pública. Sindicatos dizem-se defraudados e admitem partir para uma greve geral.

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O Governo propôs, esta quarta-feira, aos sindicatos aumentar em 10 euros os salários mais baixos da função pública, mantendo o reforço de 0,3% para os restantes. A novidade foi confirmada por avançou Ana Avoila, coordenadora da Frente Comum.

“A resposta foi manter em 0,3% a atualização salarial para os funcionários públicos e aumentou de sete para 10 euros a atualização para os níveis 4 e 5 da Tabela Remuneratória Única", referiu Ana Avoila, no final de uma reunião no Ministério da Modernização do Estado e Administração Pública, assinalando que, com esta resposta, o Governo não deixa alternativa aos trabalhadores que não seja avançar para novas formas de luta.

A coordenadora da Frente Comum precisou ainda que o Executivo não apresentou nenhuma proposta visando o aumento do subsídio de refeição e dos dias de férias, matérias que constam das contrapropostas das três estruturas sindicais.

“Não há mais reuniões marcadas. É um processo que fica por aqui”, sublinhou Ana Avoila, para assinalar que, perante este desfecho, o Governo não deixa alternativa aos trabalhadores e terá de assumir “as consequências”.

A presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), diz ser necessário “avançar para uma grande manifestação” de protesto. “Todos os trabalhadores têm de começar a pensar se uma greve geral não faz sentido”, disse aos jornalistas Helen Rodrigues.

Interrogada se equacionava uma greve geral dos trabalhadores dos setores público e privado, a dirigente sindical afirmou estar “a apelar pelo menos a uma grande manifestação do setor público e privado. De todos queles que vivem do trabalho”.

O aumento extraordinário será pago a partir de Março e aplica-se aos dois primeiros níveis da tabela remuneratória da função pública, o quarto e o quinto.

O salário mais baixo é actualmente de 635,07 euros e passará para 645,07 euros. Esta subida atinge a primeira e a segunda posição dos assistentes operacionais.

No nível 5, o dos assistentes técnicos, são abrangidos os funcionários da primeira posição. Em vez dos 683,13 euros passam a receber 693,13 euros.

A ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública já tinha reconhecido que havia margem para ir mais longe no que diz respeito a esses escalões remuneratórios mais baixos, mas o resto estava fechado.

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  • António dos Santos
    19 fev, 2020 Coimbra 20:20
    Lá continua o governo a insistir no mesmo erro, que é grave e alimenta a falta de qualidade na função pública, que é alarmante. Quando se dá o mesmo aumento a todos, quer trabalhem, quer sejam uns malandros (que é maioria, infelizmente, por causa desta conduta sistemática dos governos). Há a frisar, que o que também contribui, para a mesma situação, é os funcionários públicos, serem promovidos, por anos de casa e não pela qualidade de trabalho. Nós temos em todas as áreas da função pública, pessoas no topo da carreira (principalmente os professores), que nem para varrer as ruas servem! O governo tem que eliminar a Lei, que concede que os dirigentes dos sindicatos da função pública, sejam pagos pelos portugueses e são promovidos como estivessem a trabalhar, para os portugueses. POIS É UM ROUBO AO POVO PORTUGUÊS. Nos sindicatos privados, quem paga aos seus dirigentes, são os seus associados.
  • Ex-Sindicalizado
    19 fev, 2020 Aqui 14:15
    Nem manifestação-marchinhas-pela-avenida, nem nenhuma pseudo greve-geral de um dia encostada ao fim de semana. A Avoila não estava de saída? Alça daí, Avoila. A ver se o sucessor trás formas de luta novas, para problemas também novos. Nada de dar um dia de salário ao governo PS, nem tempo de antena para Avoilas e companhia passarem mensagens politicas na TV que não resolvem nada.