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​Abarth 595 Esseesse – Embalagem italiana com esteroides

17 fev, 2020 - 19:35 • José Carlos Silva

Tão discreto como um campeão de culturismo na praia ou como um Fiat 500 num parque de camiões, o Abarth 595 Esseesse dá nas vistas. E não só se nota, como se ouve.

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Fundada em Turim, Itália em meados do século passado, a Abarth está ligada à Fiat desde a década de 70 e constitui desde então o departamento desportivo desta marca italiana.

Musculado visto de qualquer canto, é na traseira que o factor desportivo mais dá nas vistas. As generosas saídas de escape da Akrapovic realçam a “raça” do pequeno Abarth. Curiosamente a Abarth que chegou a produzir escapes de alta performance recorre agora a terceiros para lhe fornecerem este componente. E escolhe bem.

O 595 transpira potência. Por fora, destacam-se as jantes de 17” de cor branca, através das quais é possível ver as pinças de travões em vermelho da Brembo. São equipamentos de série, e que têm muito mais do que uma missão estética, porque aqui é necessária também muita eficácia.

As saias laterais salientes, a faixa branca ao comprimento com as letras Abarth da cor da carroçaria, o símbolo dos 70 anos da marca cravado no painel lateral traseiro, tudo rima com velocidade.

Interior

A marca do escorpião está nos detalhes. Os bancos dianteiros são baquets com encosto em carbono. Material que marca também presença no volante que é revestido a pele. Os pedais são também em carbono.

Os bancos traseiros são destinados a dois passageiros, e convém que não sejam avantajados, e que, no caso do carro em teste, de tecto em tecido e retráctil de forma automática, não transportem muita bagagem que o espaço é claramente limitado.

O quadrante é digital, e a sua leitura requer alguma habituação. O conjunto é complementado por um rádio táctil de 7” com sistema de navegação e sistema mirrorring para os smartphones android e car play.

Os bancos da frente são desportivos e por isso têm o conforto adequado em autoestrada, um pouco menos em estrada e muito menos nas ruas das nossas cidades.

No geral, é um carro agradável visto por dentro.

Motor

Está equipado com um bloco a gasolina de 1.4 litros de 180 cavalos às 5.500 rotações. Vai do zero aos cem em 6,7 segundos e tem uma velocidade máxima de 225 quilómetros por hora.

Accionar o modo Sport é um gosto. O Abarth larga a pele de carro irrequieto e transforma-se numa máquina de corridas.

Lá atrás o rugido dos Akrapovic mostra ao mundo quem é que manda na estrada. Venham eles.

Não é preciso pedir muito alto. A qualquer momento aparece sempre alguém pronto a medir forças. É preciso resistir, até porque não convêm despejar depressa o pequeno depósito do Abarth, que nas nossas mãos fez 8,5 litros aos cem, ou seja, algo mais do que preconiza a marca.

Contudo, estamos certos que seria possível fazer melhor, não fosse o escorpião desafiar-nos para durante alguns minutos, em cada hora, mostrarmos que há 180 cavalos prontos a serem espremidos.

A condução é um gosto, sobretudo em estradas sinuosas onde curva que se farta. Sem queixumes, com firmeza e com uma enorme disponibilidade. Também em recta, sendo que, nem de longe nem de perto, tentámos sequer chegar à velocidade máxima.

O Abarth 595 Esseesse está disponível por um preço final de 39.700 euros

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