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​CGTP. Arménio Carlos surpreendido com proposta de condecoração feita por António Costa

15 fev, 2020 - 17:22 • Ana Carrilho , com redação

Em declarações à Renascença, o sindicalista interpreta a possível condecoração como uma distinção para o trabalho de cinco décadas da CGTP em defesa dos trabalhadores.

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Arménio Carlos, que deixou este sábado de ser líder da CGTP, mostra-se surpreendido com proposta de condecoração feita pelo primeiro-ministro, António Costa.

Em declarações à Renascença, o sindicalista não esconde a surpresa com uma proposta de condecoração que entende como uma distinção para o trabalho de cinco décadas da CGTP em defesa dos trabalhadores.

“Eu creio que essa proposta tem a ver, acima de tudo, com a visão de coletivo da CGTP. Por isso, nós consideramos que, no ano em que a CGTP comemora o seu cinquentenário, é a CGTP que deve ser condecorada”, afirma Arménio Carlos, que vai regressar à Carris.

Arménio Carlos confessa estar surpreendido e diz que é, apenas, o rosto mediático da luta de milhares de pessoas em todo o país.

“Estou [surpreendido] porque acho que fiz, apenas e só, aquilo que muitos milhares de homens e de mulheres, dirigentes e delegados sindicais que não são mediáticos, mas que fazem um trabalho muito importante nos locais de trabalho, de resistência, afirmação dos seus direitos. Eu sou mais mediático, mas sou um trabalhador como outro qualquer.”

“É evidente que essa proposta, independentemente de ser dirigida a uma pessoa em concreto, creio que é o reconhecimento do senhor primeiro-ministro do papel e do trabalho que a CGTP tem tido e vai continuar a ter”, conclui Arménio Carlos.

O primeiro-ministro, António Costa, anunciou este sábado que tenciona sugerir ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, a condecoração do secretário-geral cessante da CGTP, Arménio Carlos, e saudou a nova líder da central sindical, Isabel Camarinha.

"No dia em que cessa funções como secretário-geral da CGTP-IN, quero agradecer o contributo de Arménio Carlos para a consolidação do diálogo tripartido em Portugal e por todo o trabalho desenvolvido em prol de um país mais justo", escreveu António Costa na sua conta pessoal na rede social Twitter.

Depois, o primeiro-ministro lançou a sugestão de o secretário-geral cessante da CGTP-IN ser condecorado em breve.

"Como reconhecimento público da sua dedicação em defesa dos direitos do trabalho e dos trabalhadores, irei sugerir ao senhor Presidente da República que promova a condecoração de Arménio Carlos, pelos serviços meritórios praticados nestas funções", justificou.

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  • Cidadao
    16 fev, 2020 Lisboa 10:50
    Claro que deve ser condecorado. É deste tipo de dirigentes sindicais que os governos e o Patronato querem. A cada golpe contra o Trabalho, respondem com declarações políticas que não levam a lado nenhum e para as quais já não há paciência, ou então com manifs ordeiras e bem organizadas com o percurso dado à polícia e pedido de licença para manifestar a começar e a acabar às tantas horas, e claro, não esquecer as greves de 1 dia encostadas a feriados ou fins-de-semana que têm dado muito jeito a governo e patronato pelo dia de salário que não pagam. Motivos para ser condecorado, não faltam, podem crer. O que falta é sindicatos que façam luta a sério, e dirigentes sindicais que não se eternizem nos lugares.