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Ribeiro Cristovão
Opinião de Ribeiro Cristovão
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​Toque a rebate

14 fev, 2020 • Opinião de Ribeiro Cristovão


O que aconteceu nos últimos dias à volta do futebol português deveria ter constituído motivo de alarme em vários sectores para evitar que a curto prazo a situação se torne insustentável.

Antes de todos, o governo, que já deveria ter assumido posição pública, o que, quando raramente acontece tem servido apenas para o Secretário de Estado do Desporto falar de coisas vagas, sem a exigível objetividade.

Estão todos à espera de quê? É que, perante o atual estado de coisas, fica desde logo a sensação da incapacidade com que se irá pautar a atuação dos responsáveis. O hábito de passa-culpas tem sido uma constante, sem haver indícios de que algo possa mudar.

Instalada, a guerrilha mais do que visível entre Benfica e Porto, não augura nada de bom. É que a aproximação dos dragões às guias na tabela classificativa do campeonato continua a acirrar os ânimos e a despertar guerras antigas.

Não se prevê que este estado se venha alterar nos próximos dias. Basta olhar para aquilo que já está a acontecer em relação à próxima jornada, na qual estão incluídos dois jogos quentes e em que intervém a dupla instalada no comando.

E o Sporting Clube de Portugal continua também a ter lugar destacado no quadro negro que ensombra o nosso futebol, para o que muito contribuíram os recentes acontecimentos de Alvalade em que dirigentes do clube foram agredidos por supostos adeptos, os quais não querendo ficar por aí, avançaram, de forma indigna, para a filha menor de um desses dirigentes.

Será que tudo isto não justifica uma intervenção das autoridades? Há medo de quê e de quem?

A luta que está ser protagonizada pela direção de Frederico Varandas é reconhecidamente justa para uma muito larga maioria, mas a mesma só produzirá qualquer efeito se a ela se associarem sócios e adeptos, juntando-se-lhes os responseis de outros clubes, especialmente os grandes, que se têm mantido em estranho silêncio, sem imaginarem que, num dia destes, o mesmo mal lhes pode bater porta.

Com a ressurreição do campeonato regressaram também velhos fantasmas.

E ninguém parece disposto a esconjurá-los.

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