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Eutanásia. Chega defende referendo porque última palavra “cabe aos portugueses”

12 fev, 2020 - 18:18 • Lusa

André Ventura considera que o tema deve ser alvo de debate público com recurso a um referendo, uma decisão que não cabe "apenas a um grupo de deputados".

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O deputado único do Chega, André Ventura, defendeu, esta quarta-feira, a realização de um referendo sobre a despenalização daeutanásia justificando que a última palavra “cabe aos portugueses e não a um grupo de deputados”.

“Tendo em conta a existência de uma maioria parlamentar que se prepara para aprovar a referida despenalização, o Chega defende que, nesse caso, o tema deve ser alvo de debate público com recurso a um referendo, algo que, aliás, várias personalidades e instituições da sociedade portuguesa também já defenderam”, afirma o deputado.

Em comunicado enviado aos jornalistas, Ventura alega que “cabe aos portugueses, e não apenas a um grupo de deputados, ter a última palavra quanto a um tema tão importante e fraturante” como a despenalização da eutanásia.

O Chega refere ser igualmente importante “conhecer a posição do senhor Presidente da República” sobre esta matéria. Indicando que, “quando era líder do PSD, Marcelo Rebelo de Sousa foi a favor da realização do referendo para a despenalização da interrupção voluntária da gravidez”. Ventura diz esperar que o chefe de Estado “siga a mesma conduta”.

Como “representante de todos os portugueses”, o Presidente da República “deve exigir que a sua opinião seja, não só ouvida, como respeitada”, advoga o líder do Chega.

No mesmo comunicado, Ventura considera que, “antes de se discutir a despenalização da eutanásia, deveria ser discutido um real e efetivo investimento e desenvolvimento dos cuidados paliativos”, lembrando que em dezembro entregou um projeto de resolução nesse sentido.

“O desenvolvimento de uma sociedade mede-se também pela proteção que é dada aos seus cidadãos mais frágeis e vulneráveis. É, aliás, esta a grande questão que se deveria estar a colocar em cima da mesa de debate, ainda antes de se estar a discutir a despenalização da eutanásia”, frisou.

O presidente do Chega defende ainda que “a morte assistida é o caminho mais fácil para uma desresponsabilização da sociedade, uma vez que, desta forma, a sociedade se retira da responsabilidade de cuidar de quem mais precisa de cuidados e proteção”.

A Assembleia da República debate em 20 de fevereiro cinco projetos de lei para a despenalização da morte assistida, do BE, PS, PAN, PEV e Iniciativa Liberal, que preveem essa possibilidade sob várias condições.

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