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Coronavírus. 20 pessoas em quarentena em Lisboa vão para casa no sábado

12 fev, 2020 - 01:47 • Lusa

A diretora-geral da Saúde adiantou que os 20 não apresentam qualquer sintoma de doença e que na sexta-feira às 9h30 vão repetir as análises.

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As 20 pessoas que chegaram a Portugal em 2 de fevereiro vindas de Wuhan, epicentro do coronavírus Covid-19, e que voluntariamente estão de quarentena, saem do hospital no sábado, anunciou a diretora-geral da Saúde.

Graça Freitas, disse, em conferência de imprensa em Lisboa, que a quarentena se mede a partir da hora em que o avião saiu da zona mais afetada, em Wuhan, e por isso terminam o período de 14 dias de sábado para domingo. "No sábado sairão para casa", afirmou.

A diretora-geral da Saúde adiantou que os 20 não apresentam qualquer sintoma de doença e que na sexta-feira às 9h30 vão repetir as análises, estando os resultados disponíveis na tarde da mesma sexta-feira.

Além de elogiar a disponibilidade dos 20, 18 portugueses e duas mulheres brasileiras que estão isolados no hospital Curry Cabral em Lisboa, Graça Freitas explicou que a Direção-Geral da Saúde (DGS) não valorizou o estudo segundo qual o período de incubação do novo coronavírus pode não ser de 14 dias, o período seguido até agora, mas de 24 dias.

Trata-se de uma informação "que não está validada", sendo "um dos muitos estudos que circulam" e o qual a Organização Mundial de Saúde (OMS) não menciona, disse Graça Freitas, concluindo: "não havendo robustez científica não a podemos considerar", até porque "há estudos que vão em sentido contrário".

A responsável da DGS elogiou os esforços de contenção do novo coronavírus por parte da China, com medidas nunca antes vistas, mas salientou que se desconhece se o vírus tem capacidade de se propagar a outros países pelo que Portugal se está a preparar, ativando e atualizando planos de contingência com "muitos parceiros" em todo o país.

Ao longo da conferência de imprensa Graça Freitas fez várias referências ao muito que ainda se desconhece sobre o novo coronavírus, nomeadamente não se conhecer a "taxa de ataque" se houver disseminação pelo planeta. "Mas nada nos garante que se vai disseminar", disse.

A diretora-geral da Saúde disse também que tem aumentado o número de chamadas para a linha de saúde SNS24, muitas delas só para pedir informações, e admitiu que o vírus tenha capacidade de se transmitir mesmo com tempo mais quente, ainda que seja o inverno "a estação em que se dá melhor".

O novo coronavírus detetado na China já provocou mais de 43 mil infetados e mais de mil mortos, sendo que apenas duas das vítimas mortais ocorreram fora da China, nas Filipinas e em Hong Kong.

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