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Lage quer voltar a colocar um manto de invisibilidade sobre os pontos fracos do Benfica

10 fev, 2020 - 14:34 • Redação

O treinador considera que as debilidades só saltam à vista por causa dos golos sofridos e não acredita que as derrotas para o campeonato afetem Benfica e Famalicão na Taça de Portugal.

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Bruno Lage acredita que os pontos fracos do Benfica têm sido expostos com maior frequência porque a equipa está a sofrer mais golos. O treinador encarnado espera que eles voltem a ser invisíveis, na segunda mão das meias-finais da Taça de Portugal, no terreno do Famalicão.

"Durante um ano, conseguimos esconder os nossos problemas. Agora, esses problemas são mais visíveis porque dão golos. Temos pontos em que somos menos bons, que escondemos por muito tempo. E o nosso trabalho passa por sermos o mais competente possível em todos os momentos", frisou, em conferência de imprensa, esta segunda-feira.

Apesar disso, Lage salientou que os golos sofridos "não são uma questão individual nem da linha defensiva, mas sim uma questão coletiva".

"Temos de ser efetivos na pressão e vencer os duelos individuais. Temos de ter uma taxa de sucesso maior nisso. Não basta termos intenção de pressionar", avisou Lage, que rejeitou, porém, que a sua equipa tenha tido dificuldades, nos últimos jogos, por ser previsível, em termos ofensivos.

"Entre novembro e dezembro, senti isso. Mas, agora, a equipa consegue reinventar-se em função do adversário. Não é fácil marcar dois golos no Dragão, não é fácil construir golos com a qualidade com que nós construímos. Nos últimos 10 anos, marcar dois golos no Dragão tem sido sinónimo de vitória. Nós conseguimos isso duas vezes, mas só vencemos uma. Quem marca lá dois golos tem de sair de lá com pontos."

Derrotas não afetarão Benfica e Famalicão


A derrota (3-2) do Benfica no Dragão e os 0-7 sofridos pelo Famalicão, diante do Vitória de Guimarães, não deixam sequelas para a Taça, "nem para um lado nem para o outro", de acordo com Bruno Lage.

Não obstante, o treinador do Benfica fez questão de expressar "uma vontade enorme de voltar a jogar bem, principalmente com bola":

"Em termo motivacionais, estamos desejosos do próximo jogo, que ainda bem que tem esta importância, porque queremos dar uma boa resposta. Temos ambição de vencer novamente e é bom sentir que estamos num jogo que nos dá oportunidade de disputar uma final. As equipas encontram-se em pé de igualdade porque o 3-2 [da primeira mão, na Luz] não nos dá garantia de nada, é uma final para ambas as equipas."

Lage elogiou a "construção e transição muito fortes" do Famalicão, além das "dinâmicas pouco usuais" que o Benfica tentará contrariar.

"Uma equipa muito competente em termos de construção e de conduzir o jogo como bem entende nesse momento. Nós, nos dois jogos em casa, tentámos anular da melhor maneira. Curiosamente, o primeiro golo deles nasce num momento em que estamos completamente organizados e com muita gente atrás da linha da bola", analisou o treinador.

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  • Juíz Vermelho
    10 fev, 2020 Catedral da Luz 18:05
    Temos de ter é uma Defesa nova, mister. Jardel acabou, Ruben Dias é produto do empresário e de imprensa benevolente - é bom, mas não tão bom como dizem - e tanto Ferro como Morato têm muito caminho a percorrer para serem valores confiáveis no Benfica. Pode dizer o que quiser, mister, mas aposto que se lhe dessem a escolher entre os 4 centrais que falei, ou um quarteto formado por Mozer, Ricardo Gomes, Carlos Gamarra, Aldair, arrisco afirmar que sei bem o que o mister escolhia. A Defesa só é competente se não for pressionada, e quando o é, abre brecha por todo o lado. Não nos deite serradura para os olhos, falando em "pressão", "coletivo", etc. Esse papel pertence ao Luís Filipe Vieira.