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Eutanásia. Petição pede referendo caso o Parlamento aprove a lei

07 fev, 2020 - 20:35 • Filipe d'Avillez

A petição online já recolheu mais de três mil assinaturas. Sábado e domingo haverá uma primeira campanha de recolha nas ruas.

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A Federação Portuguesa pela Vida (FPV) inicia este fim-de-semana uma campanha de recolha de assinaturas a favor de um referendo sobre a eutanásia.

Entre os mandatários estão o antigo Presidente da República Ramalho Eanes, a antiga presidente do PSD Manuela Ferreira Leite, o politólogo Jaime Nogueira Pinto, a ex-deputada do CDS-PP Isabel Garliça Neto, o presidente da Cáritas, Eugénio Fonseca, ou o antigo bastonário da Ordem dos Médicos Germano de Sousa.

O coordenador da Plataforma "Caminhada Pela Vida", José Seabra Duque, diz que esta iniciativa “visa recolher 60 mil assinaturas para pedir à Assembleia da República um referendo para que possamos rejeitar a lei da eutanásia”.

“Este fim-de-semana será a primeira recolha, que se realizará de norte a sul do país, porque temos até à votação final global para recolher as 60 mil assinaturas”, acrescenta.

O debate e votação das quatro propostas de lei sobre eutanásia que estão atualmente no Parlamento decorre no dia 20 de fevereiro e, de acordo com a composição do hemiciclo, espera-se que pelo menos uma seja aprovada. A votação final global será depois agendada, mas dificilmente se realizará antes de abril.

Caso consiga obter as 60 mil assinaturas a FPV consegue forçar um debate no plenário da Assembleia da República e votação.

Para a contabilidade final contam tanto as assinaturas em papel como as digitais. A petição online já foi lançada foi lançada esta manhã e já ultrapassou as mil e quinhentas assinaturas.

Em 2018, a Assembleia da República debateu projetos de despenalização da morte medicamente assistida do PS, BE, PAN e Verdes, mas foram todos chumbados, numa votação nominal dos deputados, um a um, e em que os dois maiores partidos deram liberdade de voto.

[notícia atualizada às 12h07 de 08.02.2020]

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  • Bernardino Costa
    11 fev, 2020 Vila NOva de Gaia 20:30
    Sou Contra. Os Partidos, os Politicos e a Assembleia da Republkica não devem a discutir este Assunto. Devem é procurar pôr o Pais a trabalhar, organizar todos os Serviços Publicos , porque temos um Estado muito pesado e é necessário diminuí-lo.
  • Maria Emilia santos
    08 fev, 2020 Corroios 23:50
    Sou contra , por muitos motivos, e o primeiro é porque a lei de Deus assim o manda. O segundo é porque não entendo como matar pode ser considerado um bem para alguém. O terceiro é porque quanto mais fracas e frágeis forem as pessoas, mais temos o dever de as proteger das agressões físicas, morais, espirituais, intelectuais, e todas as que entendermos. O quarto é porque amo fazer o bem, e se mato os indefesos, transformo-me numa pessoa sem sentimentos, má, fria e insuportável! Nos EUA e noutros países, que prepara uma maneira de retirar as obras de caridade à Igreja Católica. Pergunto: Para quê? Para que muitos morram, sobretudo nos países mais pobres e no nosso também! Não existe verdade nenhuma nestes movimentos de esquerda radical. Não devemos ter vergonha de ser cristãos! Eles esvaziaram a sociedade de valores e agora as pessoas, sobretudo os jovens, infelizes, procuram preencher o vazio deixado com aberrações e libertinagens absurdas que cada vez mais se afundam. Precisamos aproveitar este vazio da sociedade para preencher com o cristianismo, de novo e uma maneira nova, mas convincente, uma proposta de experimentarem o verdadeiro amor.