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Fenprof pondera exigir demissão do ministro da Educação

07 fev, 2020 - 20:13 • Ana Carrilho

O sindicato está preparado para novas ações de luta se o Governo continuar a desvalorizar os professores como desvaloriza.

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A Fenprof vai discutir com os professores a possibilidade de exigir a demissão do ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues.

Em conferência de imprensa, o secretário-geral da Federação Nacional de Professores, Mário Nogueira, criticou o Orçamento de Estado para a área da Educação e apontou o dedo a quem considera ser o principal responsável.

Para Mário Nogueira o ministro é um entrave à negociação e que não respeita os docentes. “Apesar de o Governo ter tomado posse há pouco mais de três meses, o ministro não está lá há três meses. Pode ser tempo de exigirmos ao Governo que o atual ministro da Educação seja substituído, porque considerarmos que ali está um entrave ao diálogo.”

A decisão será tomada num plenário marcado para dia 12 de fevereiro, na Associação de Comerciantes, em Lisboa, a que se segue um desfile até à residência oficial do primeiro-ministro.

Os problemas da Educação e dos professores estão identificados. Por isso, Mário Nogueira frisa que este será um plenário para tomar decisões relativamente a formas de luta

“Sabemos qual é a disponibilidade, ou falta dela, do Ministério da Educação, conhecemos o quadro que está definido pelo Orçamento do Estado, por isso a única coisa que vamos querer discutir com os colegas é, face a esta situação, como é que vamos obter esses resultados, que são justíssimos”, diz, sobretudo se o Governo continua a “desvalorizar como desvaloriza os professores”.

Formas de luta que podem passar por manifestações, vigílias e novas greves.

Entretanto, o governo pode contar com manifestações de dirigentes da Fenprof à porta dos locais onde vai realizar os conselhos de ministros descentralizados. No dia 27 de fevereiro, em Bragança e a 21 de março, em castelo Branco.

Mário Nogueira revelou ainda que a Fenprof vai entrar em contacto com as outras organizações sindicais do sector para ver se é possível reeditar a convergência, nomeadamente em grandes ações.

O secretário-geral da Fenprof anunciou ainda uma campanha, a partir do início do próximo ano letivo e envolvendo diversas personalidades públicas nacionais em defesa do aumento para 6% do PIB das verbas destinadas à Educação.

“Vamos abrir o próximo ano letivo, a partir de setembro, com uma campanha nacional que é uma campanha de exigência de um valor para a educação que é aquele que é recomendado pelas instâncias internacionais, que é de 6%”, diz Mário Nogueira, acrescentando que atualmente o valor ronda os 3 ou 4%.

Na opinião da Fenprof este Orçamento não dá resposta às necessidades da escola pública e em relação às dos professores, "é zero".

Mário Nogueira frisou ainda que na ultima década a Educação perdeu 12% do financiamento público.

Comentários
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  • Claudia Cristina Rov
    10 fev, 2020 Porto 10:11
    Bláblá bláblá bláblá.... 😁😏