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Papa coloca palácio no Vaticano ao serviço dos sem-abrigo

06 fev, 2020 - 12:09 • Filipe d'Avillez

Trata-se de mais uma medida que comprova a prioridade que o Papa dá aos pobres e sem-abrigo. O palácio tem espaço para 50 pessoas, mas, se houver condições climatéricas adversas, o número pode subir.

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O Papa Francisco mandou renovar um palácio situado no coração do Vaticano, adaptando-o para estar ao serviço dos sem-abrigo de Roma.

O Palazzo Migliori foi construído no início do Século XIX e ao longo das últimas décadas tinha sido usado por uma ordem religiosa feminina que cuidava de jovens mães solteiras.

Quando a ordem deixou o edifício o ano passado este foi renovado. Especulou-se sobre a possibilidade de o transformar num hotel de luxo, bem perto da Praça de São Pedro, mas o Papa deu ordens explícitas ao esmoler do Vaticano, o cardeal Konrad Krajewski, que supervisionasse a adaptação do palácio para uso dos sem-abrigo da capital.

O projeto foi entregue à Comunidade de Sant’Egídio e tem agora capacidade para acolher até 50 pessoas, a quem é dada cama, roupa lavada e comida. As salas de baixo servem para ações de formação e de prestação de serviços práticos, como aconselhamento psicológico ou utilização de computadores. Quando o frio aperta na cidade torna-se ainda possível albergar mais pessoas no edifício.

Para um dos atuais utentes do serviço, o conforto não tem comparação com aquilo a que estava habituado noutros abrigos. “Aqui sinto-me mais em casa. Tenho a minha própria cama, quarto e casa de banho. É muito diferente dos dormitórios onde tenho ido até agora, onde por vezes nos sentimos como animais num estábulo sobrelotado”, disse Mario Brezza ao jornal australiano NBC News.

Andrea Riccardi, fundador da Comunidade de Sant’Egidio realçou o princípio do gesto. “O importante é que aqui estamos diante do Vaticano, estamos no coração do Papa, os pobres têm um lar diante do Papa”, afirmou, garantindo que a comunidade tem todo o gosto em colaborar com a Santa Sé neste trabalho.

Esta medida é mais uma demonstração da importância dada pelo Papa ao cuidado dos pobres e sem-abrigo. Outras incluem a instalação de duches nas casas de banho públicas do Vaticano, para uso de pobres e sem-abrigo, a inauguração de uma lavandaria pública e de uma barbearia e a ordem dada para que um sem-abrigo que morreu nas ruas da cidade fosse sepultado num cemitério normalmente reservado para altos funcionários da Santa Sé.

Para além disso, o Papa tem o hábito de tomar refeições com os pobres e sem-abrigo com alguma regularidade, no Vaticano.

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  • Pedro Marques
    07 fev, 2020 Vizela 15:08
    Isto não passa de mais um "brincar à caridadezinha". Gostei do filme de há muitos anos - "As Sandálias do Pescador". A Igreja - leia-se Vaticano - que abdique da sua prerrogativa de "Estado" e aceite e siga a radicalidade do Evangelho e se ponha incondicionalmente do lado da defesa dos pobres e oprimidos e brade aos céus contra a injustiça. Infelizmente, e pelo que se vê, rezar já não chega!
  • olga jose Dias Fernandes Dias Fernandes
    06 fev, 2020 23:27
    O Papa ainda consegue surpreender nos , k Deus o guarde e inspire outros homens k detêm o poder a seguir lhe o ecemplo .