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Governo pede abertura de inquérito sobre caso na PSP da Amadora

22 jan, 2020 - 12:47 • Marta Grosso

Uma mulher denunciou agressões por parte de um agente e acabou por ser constituída arguida. O polícia não.

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O ministro da Administração Interna determinou à Inspeção Geral da Administração Interna (IGAI) a abertura de um inquérito para apuramento dos factos relacionados com a atuação policial ocorrida no domingo, na Amadora.

A informação é avançada numa nota à comunicação social, segundo a qual a PSP deverá transmitir “à IGAI todos os elementos da averiguação interna que tem estado a realizar”.

PSP abre investigação a agressão a mulher na Amadora
PSP abre investigação a agressão a mulher na Amadora

Tudo aconteceu no domingo, dia 19, depois de a mulher, Cláudia Simões, se ter recusado a pagar o bilhete da filha num autocarro. O motorista pediu a intervenção da polícia e Cláudia acabou detida.

O caso envolve denúncias de agressão por parte do agente, ao que a Direção Nacional da PSP reagiu, informando que informou que o polícia acusado “foi abordado pelo motorista de autocarro de transporte público que solicitou auxílio em face da recusa de uma cidadã em proceder ao pagamento da utilização do transporte da sua filha, e também pelo facto de o ter ameaçado e injuriado”.

“Este polícia, depois de se inteirar da versão dos acontecimentos prestada pelo motorista, dirigiu-se à cidadã”, esclareceu a PSP, referindo que a mulher reagiu de forma “agressiva” perante a iniciativa do polícia em tentar dialogar, “tendo por diversas vezes empurrado o polícia com violência, motivo pelo qual lhe foi dada voz de detenção”.

Na terça-feira, Cláudia Simões (uma angolana de 42 anos) foi constituída arguida e sujeita à medida de coação de termo de identidade e residência. Cláudia foi presente a um juiz de instrução criminal e ficou indiciada do crime de resistência e coação sobre agente da autoridade.

O polícia envolvido "não foi constituído arguido", avançou fonte da Direção Nacional da Polícia de Segurança Pública (PSP) citada pela agência Lusa.

Foi ainda aberto um inquérito para averiguar as circunstâncias da ocorrência, dado que ambas as partes apresentam versões contraditórias.

Comentários
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  • Cidadao
    22 jan, 2020 Lisboa 18:21
    Nem vou falar do cadastro por "cenas" parecidas com esta que alguma Comunicação Social vai dizendo que ela já tem - não é a primeira vez, portanto. Vou antes falar do aproveitamento que certos partidos políticos, que certas organizações que vivem deste chinfrim, que certa gente que aproveita estas situações para aparecer, fazem. Este charivari não serve para um apuramento de fatos. Só serve para empolamentos e oportunismos de toda a espécie.
  • Luis Afonso Antonio
    22 jan, 2020 Ermesinde 17:13
    Este cada vez mais frequente sentido de impunidade leva a actos destes, Pergunto eu, porque não difundir as imagens- Som gravadas-as dentro do autocarro nas redes sociais e assim ficaríamos todos a saber a versão de quem prevaricou , não? Não convém, não é?
  • Voltem para Africa
    22 jan, 2020 Lá são melhor tratados 14:21
    Não vale tudo para ter votos, oh governo! Um governo e uma justiça que deixa sair impune, na mais completa liberdade, agressores de professores, médicos, enfermeiros, juízes, oficiais de justiça, entre outros, não pode admirar-se de certas franjas da populaça julgando-se impunes, começarem a reagir violentamente contra as autoridades e não só, e menos pode esse mesmo governo perseguir, quem com um ordenado de m**da, ainda arrisca a pele para dar um mínimo de segurança às pessoas. Houve agressão à negra? Isso é o que ela e os parasitas do SOS Racismo dizem. E estes têm cá um historial de aldrabices a favor da "Gente deles" ...