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ASPP/PSP

Sindicato da polícia não quer "mediatismo" à volta de agressão na Amadora nem que se "vilipendie" os agentes

23 jan, 2020 - 22:30 • Redação com Lusa

Associação Sindical dos Profissionais de Polícia recorda casos anteriores, em Alfragide e no Bairro da Jamaica, acusando, sem especificar, certas entidades, então como agora, de "alimentar todos os julgamentos e mediatismo que tiverem lugar na praça pública”.

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A Associação Sindical dos Profissionais de Polícia repudiou esta quinta-feira o mediatismo criado sobre a detenção de uma mulher na Amadora, considerando que cabe à Justiça averiguar o sucedido e “julgar quem tiver que ser julgado”.

Em comunicado, a Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP/PSP) afirma que “jamais compactuará com novos casos, semelhantes ao de Alfragide ou do Bairro da Jamaica, onde polícias viram a sua vida pessoal e profissional vilipendiada com a conivência leviana, quer por omissão, quer por ação, de entidades que tinham o dever acrescido colocar cobro e/ou não alimentar todos os julgamentos e mediatismo que tiverem lugar na praça pública”.

“À Direção Nacional da PSP, sem se pedir que tome partido por nenhuma das partes, exige-se que não se limite a esperar para reagir às questões colocadas pelos jornalistas e que seja mais proativa (como tanto exige ao seu efetivo) no tratamento deste tipo de casos, colocando as pessoas, independentemente da sua notoriedade social, no seu devido lugar, argumenta a ASPP/PSP.

Na opinião do sindicato, isto só pode acontecer “salvaguardando a dignidade dos seus elementos e dos cidadãos implicados, desiderato só possível nas sedes próprias, aquelas que a lei bem define, e respeitando o princípio básico em democracia que é o da separação de poderes”.

A mulher detida no domingo na Amadora numa paragem de autocarro diz ter sido agredida por um polícia e ter temido pela vida, garantindo que vai lutar com todas as suas forças contra a violência e o racismo. Num comunicado da sua advogada enviado às redações na quarta-feira à noite, Cláudia Simões, de 42 anos e mãe de quatro filhos, conta que no passado domingo pensou que ia morrer sufocada na rua diante da filha de oito anos, vítima de agressões policiais. Ao longo de três páginas Cláudia Simões conta a sua versão dos factos, dizendo que temeu pela vida quando foi vítima de um episódio de violência policial.

Também na quarta-feira o ministro da Administração Interna ordenou a abertura de um inquérito sobre a atuação policial no caso da detenção de Cláudia Simões que resultou numa denúncia contra o polícia de serviço.

Vários partidos já pediram esclarecimentos ao Ministério tutelado por Eduardo Cabrita sobre a atuação policial nesta situação e na segunda-feira a PSP já tinha anunciado a abertura de um processo de averiguações na sequência da denúncia apresentada pela mulher detida contra o polícia de serviço.

No âmbito desta ocorrência, a organização SOS Racismo recebeu “uma denúncia de violência policial contra a cidadã portuguesa negra”, indicando que a mulher ficou “em estado grave”, resultado das agressões que sofreu na paragem de autocarros e dentro da viatura da PSP em direção à esquadra de Casal de São Brás, na Amadora.

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  • Cidadao
    24 jan, 2020 Lisboa 14:18
    Sim, parece que o julgamento nas redes sociais - a retrete da Internet - já foi feito. Um chinfrim, um ruído mediático dos do costume - políticos oportunistas, organizações pseudo anti-racistas sempre à cata de casos de polícias brancos a prenderem negros para fazer o barulho da ordem - e onde se vê e ouve pouco, os que deviam dizer alto e bom som "averigúe-se os factos e castigue-se quem tiver de se castigar, se for caso disso. Se não houver matéria para tal, quem andou a deitar lenha na fogueira, ou quem andou a mentir descaradamente, será responsabilizado". É só isto que deve ser feito. Julgamentos nas redes sociais ou nas paginas web de certas organizações ditas anti-racistas mas que são elas mesmas racistas em extremo, e aproveitam estas situações para aparecerem, são m**da.