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Seixal. Escola básica fechada a cadeado para exigir retirada de amianto

23 jan, 2020 - 10:16 • Lusa

Estabelecimento está marcado como escola prioritária, mas não foi marcada qualquer data para o início das obras.

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A Escola Básica Dr. António Augusto Louro, no Seixal, está fechada a cadeado para exigir que seja marcada uma data para a retirada de materiais contendo amianto extremamente degradados existentes no estabelecimento de ensino.

Às 8h30, pais, alunos, professores e funcionários da Escola Básica Dr. António Augusto Louro, no Seixal, Setúbal, estavam concentrados junto aos portões do estabelecimento de ensino.

“Neste momento a escola está fechada. Não era a nossa intenção. A nossa intenção era fazer um protesto em que apenas os adultos ficariam do lado de fora da escola, mas alguém tomou a iniciativa, não sabemos quem, de colocar cadeados nos portões e agora estamos à espera das autoridades para podermos abrir a escola para que as crianças possam entrar”, disse o presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação.

Na origem do protesto está, segundo Vasco Belchior, a presença de amianto na escola e a ausência de marcação pela Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE) de uma data para a sua remoção.

O presidente da Associação de Pais contou que a DGEstE sinalizou o estabelecimento de ensino como escola prioritária, mas não foi marcada qualquer data para o início das obras.

“A DGEstE deu resposta, disse que há um investimento de 77 mil euros para a retirada do amianto, mas não avança com datas. Nós queremos a marcação de uma data e que o que está mais degradado seja retirado ainda hoje ou pelo que seja interdita aquela zona”, disse.

Vasco Belchior explicou que nas últimas semanas várias telhas em avançado estado de degradação caíram na área de recreio, não atingindo uma criança por pouco.

“Há pedaços de fibrocimento que caem no recreio. Ninguém fica descansado ao deixar os filhos dentro da escola. Temos medo que levem como uma telha na cabeça já para não falar do risco de estarem expostos ao amianto. Nós não podemos compactuar com isto”, frisou.

Vasco Belchior disse que já tentaram de tudo, desde ofícios, emails e questões à DGEstE e ao Ministério da educação, a petições, marchas e revindicações, mas sem sucesso.

“Por isso, decidimos fazer este protesto: para que a mensagem chegue lá”, disse.

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