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Mulher detida na Amadora diz que temeu pela vida

23 jan, 2020 - 06:16 • Lusa

Ministro da Administração Interna ordenou a abertura de um inquérito sobre a atuação policial. A PSP fala de uma reação “agressiva”, que incluiu uma mordidela a um agente.

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A mulher detida no domingo na Amadora numa paragem de autocarro diz ter sido agredida por um polícia e ter temido pela vida, garantindo que vai lutar com todas as suas forças contra a violência e o racismo.

Num comunicado da sua advogada enviado às redações na quarta-feira à noite, Cláudia Simões, de 42 anos e mãe de quatro filhos, conta que no passado domingo pensou que ia morrer sufocada na rua diante da filha de 8 anos, vítima de agressões policiais.

Ao longo de três páginas conta a sua versão dos factos, dizendo que temeu pela vida quando foi vítima de um episódio de violência policial.

Depois de um desentendimento com o motorista do autocarro no qual queria entrar, supostamente porque a filha não transportava o passe, este chamou um agente da PSP que ali passava tendo sido abordada "agressivamente" e o seu telemóvel foi atirado para o chão.

"Ordenou-me que me sentasse no passeio, pedi-lhe para me sentar antes no banco da paragem, respondeu-me que não, que era no chão. Recusei-me a sentar no chão em plena via pública e perante a minha recusa o agente deitou-me ao chão", descreve.

Cláudia Simões continua: "No chão sentou-se em cima de mim, na zona lombar, pressionando-me contra o chão, imobilizando-me como também asfixiando-me". Numa tentativa de evitar que fosse sufocada, admitiu que mordeu ao agente num braço.

A arguida conta depois as alegadas agressões que sofreu num carro da PSP, onde garante ter sido esmurrada e alvo de ofensas verbais antes de ser assistida no hospital Fernando Fonseca, na Amadora.

Foi no hospital, segundo a cidadã portuguesa nascida em Angola, que um agente a mandou assinar uns papéis, que não leu porque tinha "os olhos muito inchados", que eram a constituição de arguida.

Cláudia Simões termina a carta a dizer que está em choque com tudo o que viveu, que tem muitas mazelas e que sabe que "a luta ainda agora começou".

"Mas irei até ao fim e lutarei com todas as minhas formas, pelo fim do racismo ou de qualquer outro foco de violência", assegura.

Entretanto, na quarta-feira o ministro da Administração Interna (MAI) ordenou a abertura de um inquérito sobre a atuação policial no caso da detenção de Cláudia Simões que resultou numa denúncia contra o polícia de serviço.

No âmbito desta ocorrência, a organização SOS Racismo recebeu "uma denúncia de violência policial contra a cidadã portuguesa negra", indicando que a mulher ficou "em estado grave", resultado das agressões que sofreu na paragem de autocarros e dentro da viatura da PSP em direção à esquadra de Casal de São Brás, na Amadora.

A PSP fala de uma reação “agressiva”, que incluiu uma mordidela a um agente.

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  • Cidadao
    23 jan, 2020 Lisboa 08:54
    Não faça drama Claudia, vá antes ao teatro. E tem de dizer aos seus amigos do sos racismo que a andam a orientar, para escreverem um guião melhor. Já percebemos que desrespeitou as autoridades, aliás não é a primeira vez, e depois resistiu à detenção. O resto é o ruído habitual quando há policias brancos, a deterem minorias negras. O sos racismo e o be gostavam que não houvesse leis e os "deles" pudessem fazer o que quisessem. Como não é assim, montam um circo, gritando "racismo" 3 vezes por frase, e enquanto houver quem dê para esse peditório... não largam. Pergunto-me é porque o sindicato da policia ou os órgãos que devem defender os polícias no cumprimento dos seus deverem, não têm tido o tempo de antena que a dita cuja tem.
  • Só se perderam
    23 jan, 2020 as que cairam no chão 08:38
    Por cá há muita "indústria de Transformação". Refiro-me a esta "poluição pseudo-noticiosa" de transformarem um caso de desrespeito pela autoridade e posterior resistência à detenção, num caso de "violência policial racista". Os do costume SOS Racismo, BE e quejandos, t^em um dia em cheio e não se calam nem saem dos bicos de pés. E enquanto houver quem compre ... Explorem o filão enquanto houver gente que dá para esse peditório, mas entretanto averiguem o passado da tipa. Vão ver que já tem cadastro por uma parecida, só que da primeira vez o polícia borrifou-se e deixou andar. Desta vez este polícia não se borrifou ...
  • xico
    23 jan, 2020 lixa 07:52
    "SE" não fosse policia era condenado por excesso de violência,como gostam de bater em mulheres!......"ela" deveria ser um perigo para a sociedade.....para se usar tanta violência.