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Papa saúda asiáticos por Ano Novo Lunar e apela à “hospitalidade ecuménica”

22 jan, 2020 - 11:37 • Aura Miguel , Filipe d'Avillez

Na audiência geral desta quarta-feira Francisco recordou os católicos da sua terra que incendiavam as bancas dos missionários evangélicos. “Isso não é cristão”, afirmou.

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O Papa Francisco saudou esta quarta-feira as nações asiáticas que vão celebrar o Ano Novo Lunar nos próximos dias.

Francisco recordou de forma especial as famílias, desejando que sejam “lugares de ensino do acolhimento”.

“No próximo dia 25 de janeiro, no Extremo Oriente e em várias partes do mundo, muitos milhões de homens e mulheres celebram o Novo Ano lunar. Envio a todos a minha saudação cordial, desejando, em particular às famílias, que sejam lugares de educação para as virtudes do acolhimento, da sabedoria, do respeito por cada pessoa e da harmonia com a criação.”

“Convido todos a rezarem também pela paz, pelo diálogo e pela solidariedade entre as nações – dons mais do que nunca necessários para o mundo de hoje”, concluiu o Papa.

Francisco falava durante a tradicional audiência geral das quartas-feiras e aproveitou o facto de se estar na semana de oração pela unidade dos cristãos para falar da importância da hospitalidade nas relações ecuménicas.

“Caríssimos, a hospitalidade é importante. É, inclusivamente, uma importante virtude ecuménica. Antes de mais significa reconhecer que os outros cristãos são verdadeiramente nossos irmãos e nossas irmãs em Cristo”, disse.

“A hospitalidade ecuménica exige uma disponibilidade para escutar o outro, prestando atenção à sua história pessoal de fé e à história da sua comunidade, uma comunidade de fé com tradições diversas da nossa.”

“A hospitalidade ecuménica faz-se acompanhar do desejo de conhecer a experiência que outros cristãos fazem de Deus e espera receber os respetivos dons espirituais. Isto é uma graça, descobrir isto é uma graça. Penso num exemplo da minha terra. Quando chegavam grupos missionários evangélicos, um grupo de católicos andava a pegar-lhes fogo às bancas. Isto não. Não é Cristianismo”, afirmou ainda o Papa Francisco, concluindo: “Sejamos irmãos, sejamos todos irmãos e pratiquemos a hospitalidade com o outro”.

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