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Protesto contra amianto em escola de Camarate

21 jan, 2020 - 08:30 • Carla Caixinha

Comunidade educativa está farta de promessas e continua alarmada com esta questão de saúde pública.

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Pais, alunos e professores da Escola Básica Mário de Sá Carneiro em Camarate, no concelho de Loures, marcham esta terça-feira contra a presença de amianto e pela requalificação deste estabelecimento de ensino.

De acordo com a nota enviada à redação, o protesto está organizado de forma a “parar” a vila de Camarate para alertar “para a presença de materiais muito degradados contendo amianto em várias estruturas da escola, nomeadamente em pavilhões em madeira com mais de 30 anos e que nunca sofreram obras de requalificação”.

O objetivo principal é alertar para a presença de materiais muito degradados contendo amianto em várias estruturas da escola, nomeadamente em pavilhões em madeira com mais de 30 anos e que nunca sofreram obras de requalificação. Mas existem outros problemas estruturais, como infiltrações no ginásio, salas de aula onde chove e onde o chão está tão degradado que já só existe cimento.

“É necessário que, de uma vez por todas, se crie um plano estratégico para a remoção de amianto das escolas e que se comece definitivamente a investir a sério na requalificação do parque escolar, para que não voltemos a ver situações como a desta escola, em que os professores têm de andar de martelo na mão, a pregar tábuas no teto para as placas não desabarem em cima das carteiras dos alunos”, defende André Julião, coordenador do Movimento Escolas Sem Amianto (MESA).

“Em resposta à Lei 2/2011 deve estar pública a lista de edifícios, equipamentos e instalações públicas com materiais contendo amianto da qual farão parte necessariamente os edifícios escolares. A comunidade escolar não tem acesso a esta lista, nem à definição de prioridades na intervenção pela gravidade e estado de degradação dos espaços, nem sequer a um plano ou datas de intervenção nem ao orçamento disponibilizado para as mesmas. Nesse sentido é razoável perceber que pais, professores, auxiliares e alunos estejam alarmados com esta questão de saúde pública que não tem um plano que defina um fim ou uma intenção de solução para esta situação”, refere, por seu turno, Íria Roriz Madeira, arquiteta e membro da ZERO.

“As situações prioritárias devem ser intervencionadas dentro de todas as condicionantes legais sendo as escolas informadas das datas das mesmas. Nas situações em que a remoção do fibrocimento não seja prioritária deve o mesmo ser encapsulado preventiva e temporariamente no sentido de evitar a contínua degradação dos materiais e a respetiva potencial inalação das fibras de amianto, situação que coloca em risco a saúde dos utilizadores destes espaços”, aponta ainda a ativista.

Este protesto é promovido pelo Movimento Escolas Sem Amianto (MESA) e pela Associação Ambientalista Zero.


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