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Serralves 2020 tem Yoko Ono em abril e Miró no Outono

16 jan, 2020 - 15:17 • André Rodrigues

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"O Jardim-Escola da Liberdade", de Yoko Ono, vai estar no Museu de Arte Contemporânea e nos espaços exteriores da Fundação, em simultâneo. Em outubro, "Miró e a Poesia" renova a abordagem à coleção do artista catalão depositada em Serralves.

Yoko Ono poderá será mais conhecida por ser viúva de John Lennon do que por ter recebido, em 2012, um 'Oscar Kokoschka', que é uma das distinções mais importantes na área da arte contemporânea.

Atualmente com 86 anos, Yoko Ono é um dos nomes em destaque na programação da Fundação de Serralves para este ano.

"O Jardim-Escola da Liberdade" revela o caráter multifacetado da obra da artista japonesa, reunindo objetos, instalações, performance e gravações em áudio e em vídeo. Uma diversidade de expressões que faz com que a exposição seja possível, ao mesmo tempo, no Museu de Arte Contemporânea e nos jardins de Serralves, "permitindo uma maior participação do próprio visitante", sublinha Marta Almeida, diretora-adjunta do Museu de Serralves.

Tal como a exposição da viúva de John Lennon, também os trabalhos de Louise Bourgeois vão estar dentro e fora do Museu, entre outubro deste ano e julho de 2021.

"Desenvencilhar um tormento" reúne cerca de 30 obras nunca expostas em Portugal que homenageiam os 50 anos de carreira da escultora franco-americana que morreu em 2010, pouco depois de ter completado 98 anos.

Jafa, Miró e Siza

A primeira grande exposição do ano acontece já em fevereiro. O norte-americano Arthur Jafa, que em 2018 venceu o Leão de Ouro para melhor participação na Bienal de Veneza, leva a Serralves uma tentativa de "reposicionar a cultura afro-americana como matriz da cultura mainstream", defende António Preto, o diretor da Casa do Cinema Manoel de Oliveira.

Uma das propostas é "Love is the message, The Message is Death", uma peça que não foi feita para um espaço de galeria.

Numa entrevista recente, Arthur Jafa reconhece que fez o vídeo para si mesmo, para publicá-lo no YouTube, até que foi estreado no Gavin Brown's Enterprise em Nova York, "um momento de viragem" na vida do artista.

O outono traz uma nova abordagem aos desenhos de Joan Miró. "Miró e a Poesia" parte da coleção de obras do artista catalão depositada em Serralves e debruça-se sobre o diálogo entre os quadros de Miró e a literatura, designadamente de Alfred Jarry e André Breton.

A exposição vai ser comissariada por Robert Lubar Messeri, que também foi responsável por "Materialidade e Metamorfose" e "Joan Miró e a Morte da Pintura".

2020 será, também, "o ano de adaptação de Serralves às exposições de Siza Vieira", sublinha Ana Pinho, presidente do Conselho de Administração da Fundação de Serralves.

Além disso, o arquiteto será, também, presença regular em Serralves ao longo deste ano, com a terceira edição das 'The Álvaro Siza Talks', onde serão debatidas as questões mais relevantes da arquitetura contemporânea.

2019 com o maior número de visitantes de sempre

Serralves fechou o ano passado com 1.074.200 visitantes, mais 13% do que em 2018.

A esses somam-se mais de 550 mil que visitaram as exposições fora de portas, dentro e fora de Portugal.

No total, foram mais de 1,6 milhões de visitantes, que representaram um crescimento de 7,1% em relação a 2018.

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