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Ribeiro Cristovão
Opinião de Ribeiro Cristovão
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​Quando acabará a inação?

20 jan, 2020 • Opinião de Ribeiro Cristovão


Alvalade voltou a ser invadido por vândalos, disfarçados de adeptos, que perturbaram o jogo e o estado de espírito dos milhares de assistentes que enchiam o recinto.

Os acontecimentos mais uma vez registados no estádio José Alvalade acabaram por relegar para plano secundário aquilo que foi o jogo entre os dois maiores clubes de Lisboa que, para agravar a situação, nem sequer foram capazes de proporcionar um espetáculo de qualidade, que justificasse a sua importância e as repercussões que poderia ter no futuro do campeonato.

Alvalade voltou a ser invadido por vândalos, disfarçados de adeptos, que perturbaram o jogo e o estado de espírito dos milhares de assistentes que enchiam o recinto. Se esta tivesse sido uma primeira vez, talvez houvesse razões para não acentuar a gravidade da situação, com a esperança de que as vergonhosas cenas não voltassem a repetir-se

Só que estamos perante factos que veem repetindo sem que as autoridades, todas as autoridades, tomem posição e promovam ações repressivas que acabem por uma vez que os desmandos assiduamente registados.

É frequente recordar-se o que se passou em Inglaterra em circunstâncias muito semelhantes.

Só que, nessa altura, o governo britânico tinha à sua frente uma mulher de coragem, Margarett Tatcher, coragem que, está mais do que provado, falta em Portugal.

O Ministro da Administração Interna ainda ontem atirava para os dirigentes do futebol a responsabilidade de resolver o assunto, acrescendo que o governo já fez o suficiente nomeando para a Alta Autoridade para a prevenção e combate à violência no desporto um oficial da PSP, mas de cuja ação neste domínio há conhecimento muito relativo.

A pergunta que se coloca é a que reproduzimos em título: quando acabará esta inação?

Será apenas quando haja incidentes mais graves, como alguns que já se registaram em Portugal?

Atirar todas as responsabilidades para os dirigentes dos clubes significa apenas sacudir a água do capote. No entanto não é despiciendo recordar que nesse domínio algumas medidas já foram tomadas e, nesse aspeto, o Sporting é o melhor exemplo. E reforçar essa lembrança citando o silêncio lamentável de outros dirigentes que, tal como o governo, continuam a assobiar para o lado.

Até um dia….

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  • Antonio Santos
    20 jan, 2020 09:06
    o senhor quer uma resposta, mas já respondeu, á sua pergunta. não temos damas de ferro, mas temos um governo cheio de ferrugem. Não fazem nada? não fazem por terem medo dos clubes, em especial um de Lisboa. Um senhor matou um adepto de outro clube, como está a situação, a quantos crimes já foram resolvidos e este continua sem ser resolvido, as denuncias que já foram feitas, sem nenhum resultado. A dama de ferro se calhar não tinha clube, a neste cantinho á beira mar plantado, não é a mesma coisa, O dito governante disse que não havia recursos para aplicar a lei, como estamos.