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​Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado junta-se a greve da função pública no dia 31

16 jan, 2020 - 15:00 • Lusa

Sindicatos contestam proposta de aumento salarial de 0,3% para a Função Pública.

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A Frente Sindical liderada pelo Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), da UGT, convocou esta quinta-feira uma greve nacional da função pública para dia 31, convergindo com outras organizações sindicais contra a proposta de aumentos salariais de 0,3%.

Em comunicado, a estrutura sindical anuncia que "decidiu convergir na ação com as restantes organizações sindicais da administração pública e decretar greve para o próximo dia 31 de janeiro", lembrando que a estrutura sindical "abrange vários sindicatos desde enfermeiros, trabalhadores dos impostos e professores".

"A Frente Sindical esperou até ao final da manhã de hoje, último dia previsto na lei para decretar a greve, na esperança que o Governo revisse a sua posição relativamente aos aumentos salariais" de 0,3% para 2020.

Para o STE, o Governo "pode e deve ir mais longe no que toca aos aumentos salariais para a administração pública".

"É, absolutamente inaceitável a aposta em baixos salários - e sabemos que os aumentos salariais para a administração pública são um ponto de referência para o setor privado", sublinha a estrutura sindical da UGT.

Para o sindicato liderado por Helena Rodrigues, a proposta do executivo "não só empobrece o país como vê afastar as pessoas mais qualificadas para fora do país levando a curto prazo" a uma administração pública "pouco atrativa e desqualificada".

"Ao STE e aos sindicatos que o acompanham nesta Frente Sindical não restou outra alternativa que não fosse a de decretar uma greve, que começará às 0:00 e terminará às 24 horas do dia 31 de janeiro", remata a organização sindical.

A greve do STE coincide com o dia da manifestação nacional marcada, ainda em dezembro, pela estrutura da CGTP, a Frente Comum, para a qual foi emitido também um pré-aviso de greve para que os trabalhadores do Estado possam participar.

Também a Federação dos Sindicatos da Administração Público (Fesap), da UGT, marcou esta semana uma greve nacional na função pública para dia 31 contra a proposta de aumentos salariais de 0,3% e exigindo outras medidas.

Dias antes, a Federação Nacional dos Professores (Fenprof), afeta à CGTP, agendou uma paralisação de professores e educadores para dia 31.

Por seu turno, a Federação Nacional dos Sindicatos dos Enfermeiros (FENSE) anunciou hoje uma greve nacional para o dia 31, para exigir o recomeço de negociações sobre o Acordo Coletivo de Trabalho.

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  • Não sejam parvos
    16 jan, 2020 Isto é uma fantochada 18:03
    Fantochada: uma greve de 1 dia encostada ao fim de semana e que mais não é que dar 1 dia de salário ao governo, o que deve ser muito útil ao Centeno pelos milhões em salários, que ficam no Estado, e assim até pode apresentar melhores números em Bruxelas. Reivindicações satisfeitas : ZERO! Os Sindicatos do Regime a apoiar o Regime. Há muitos motivos para entrar em greve. Mas não numa "greve" destas, em que os trabalhadores se convertem em financiadores do governo que os espolia.