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​Juíza e procuradora agredidas no Tribunal de Matosinhos

15 jan, 2020 - 18:05 • Redação com Lusa

Agressões aconteceram durante uma audiência de regulação do poder parental".

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Uma juíza e a uma procuradora do Ministério Público foram agredidas, esta quarta-feira de manhã, no Tribunal de Família e Menores de Matosinhos. A notícia foi confirmada pela Associação Sindical dos Juízes Portugueses.

As agressões "aconteceram no âmbito de uma audiência de regulação do poder parental", adianta a mesma fonte.

Na sequência do incidente, uma mulher com cerca de 30 anos foi detida e conduzida às celas do Tribunal de Matosinhos.

A agressão ocorreu cerca das 11h00 horas. A juíza teve ferimentos ligeiros na face, mas não houve necessidade de recorrer a ajuda hospitalar", acrescentou o secretário da direção da Associação Sindical dos Juízes Portugueses, Maximiano Vale.

A mesma fonte, sem conseguir precisar motivo da discordância, disse que o pai do menor sobre o qual decorria a audiência "estaria presente na diligência", sendo que a criança está cargo de avós.

De acordo com a edição online do "Jornal de Notícias", a juíza e a procuradora tiveram que receber assistência médica.

Depois da agressão, a mulher tentou fugir, mas acabou por ser interceptada pelos seguranças.

A Associação Sindical de Juízes teme que se multipliquem as situações de violência como a vivida no Tribunal de Matosinhos.

Em declarações à Renascença, o dirigente sindical Maximiano Vale lamenta que muitos tribunais não disponham das ferramentas necessárias para dissuadir situações extremas.

"Há muitos tribunais que não têm seguranças, policiamento, botões de pânico, detetores de metais. Portanto, este tipo de situação pode ocorrer com facilidade noutro tribunal do país", afirma Maximiano Vale.

[notícia atualizada às 01h12 - com a reação da Associação Sindical de Juízes]

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  • Cidadao
    16 jan, 2020 Lisboa 18:56
    Intersectaram a tipa? Espero que ela tenha "resistido" à detenção e por isso tenha levado a sova necessária para a imobilizar. É que se depender da Justiça, no próprio dia ela é solta e vai dormir calmamente a casa. Se lhe foram às trombas, pelo menos o dia não está todo perdido.