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Autarquia propõe comboio de borla entre Cascais e Carcavelos

16 jan, 2020 - 17:43 • Maria João Costa

A Câmara de Cascais já apresentou a proposta à CP e tem um "plano B", que passa pela A5.

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A Câmara de Cascais quer que, à semelhança do que já acontece com os autocarros no concelho, também o comboio da linha de Cascais seja gratuito para moradores, estudantes ou trabalhadores do concelho. Andar no troço entre Carcavelos e a vila de Cascais poderá vir a dispensar bilhete.

O presidente da autarquia, Carlos Carreiras diz à Renascença que a intenção já foi transmitida à CP. “As equipas técnicas já reuniram, já têm estado a desenvolver” o projeto.

Carreiras diz já ter “uma noção do custo” que a autarquia terá de suportar. “Será algo que não ultrapassará os 500 mil euros por ano”, precisa.

Enquanto aguarda pela reunião com a CP, onde diz estar em marcha “também uma restruturação”, o presidente da Câmara de Cascais já tem pensada uma alternativa para o caso de “se não conseguir chegar a acordo com a CP”. Nesse caso, os planos vão “evoluir para uma solução que vai em prejuízo da CP, mas que fica em benefício dos utilizadores”, contenpnado “carreiras de autocarro” que fazem “o mesmo serviço que o comboio faz neste percurso entre Carcavelos e Cascais", através de "uma segunda linha na A5”.

Esta ligação rodoviária na Autoestrada de Cascais, “permitiria dar um maior serviço a uma população que ainda não tem os níveis de qualidade que tem a população mais junto ao mar”.

Em declarações depois da apresentação das propostas da autarquia para 2020, Carlos Carreiras indica “o fim do primeiro trimestre” do ano, como o limite para haver uma decisão por parte da CP. Caso isso não aconteça, a autarquia “avançará com a solução alternativa com os autocarros”

Recuperação da Linha de Cascais

O presidente da Câmara de Cascais manifesta preocupação com o estado de conservação e desempenho da linha ferroviária de Cascais. Carlos Carreiras começa por lamentar a atitude do anterior executivo, afirmando mesmo que “o anterior titular da pasta [Planeamento e Infraestruturas], o doutor Pedro Marques, foi do pior que poderia ter acontecido na relação com a Câmara de Cascais para efetivar uma solução para a Linha de Cascais”.

O autarca contrapõe que “tem sido uma boa revelação todos os contactos e aquilo que já se começa a ver materializar com o atual titular, o doutro Pedro Nuno Santos”.

Apesar dos contactos, Carlos Carreiras é categórico: “Aquilo que nos preocupa e continua a preocupar é o tempo de implementação destas medidas”.

O autarca fala “num prazo muito longo” de “oito a 10 anos” para qualquer intervenção na linha de Cascais. Esta demora “pode levar, inclusivamente, a que a linha se vá deteriorando mais, e com problemas inerentes a isso, que têm a ver com a pior prestação de serviço, ainda pior do que aquele que hoje dá, e eventualmente com problemas na área da segurança”.

“O adiar é uma irresponsabilidade”, aponta Carreiras, acrescentando, critico, “Foi essa irresponsabilidade que o anterior ministro teve e que este ficou, como se costuma dizer, com o menino nos braços, mas está a tratar bem do menino, embora vá com atraso.”

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