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​Aulas de Português vão poder ser dadas por professores de línguas estrangeiras

16 jan, 2020 - 02:18 • Lusa

Decisão foi comunicada esta semana aos estabelecimentos de ensino pela Direção-Geral da Administração Escolar.

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Os professores de línguas estrangeiras vão poder lecionar Português no 3.º Ciclo e Secundário, e as aulas de Geografia poderão ser dadas por docentes de História, no caso das turmas ainda sem professor, anunciou a Direção-Geral da Administração Escolar.

Numa nota enviada na terça-feira às escolas, a direção-geral explica que a existência de horários ainda por preencher no início do 2.º período obriga a "reajustamentos no circuito delineado para a satisfação das necessidades ligadas à docência" de determinadas disciplinas, nomeadamente Português, Inglês, Geografia e Informática.

No caso da disciplina de Português e Inglês, as aulas vão poder ser dadas por professores de Francês, Alemão e Espanhol, desde que os docentes tenham "estágio pedagógico habilitante" ou "adequada formação científica" nestas áreas, à semelhança do que a Direção-Geral da Administração Escolar (DGAE) propõe para a disciplina de Geografia, que poderá ser lecionada por professores de História.

A Informática é a disciplina na qual se abrem mais exceções, uma vez que as aulas poderão ser dadas pelos professores com habilitações de grau superior no âmbito das TIC (Tecnologias da Informação e Comunicação), mas também por docentes de qualquer outra área, desde que sejam formadores acreditados pelo Conselho Científico Pedagógico da Formação Contínua, nesta área de informática, ou que aí tenham concluído ações de formação.

Em comunicado, o Ministério da Educação explica que as instruções da DGAE vêm no sentido de resolver o problema da falta de professores, esclarecendo que não alteram o enquadramento legal no que respeita às competências exigidas aos professores.

"Estas medidas visam agilizar o processo de recrutamento de docentes, tratando-se de um conjunto de medidas exclusivamente gestionárias, inseridas predominantemente no domínio da distribuição de serviço docente, não modificando o enquadramento legal das competências concursais, garantindo sempre a habilitação profissional dos docentes", lê-se no comunicado.

A DGAE apela também à colaboração entre as escolas, através da atribuição de mais horas aos professores contratados com horários incompletos, ou cujo horário seja inferior ao obrigatório.

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  • Professor Ludibriado
    16 jan, 2020 5 de Outubro 23:10
    Cada vez melhor, o Ensino. Típico do PS, o maior inimigo da Educação Pública neste País. Da Lurdes Rodrigues a este Tiago, passando pelos respetivos primeiro-ministros, só tivemos prodígios de incompetência virados não para a Educação, mas unicamente para poupar dinheiro. Agora, ninguém quer ser Professor. Mas também para quê, se cada vez há menos putos e o que interessa é manter as massas burras e agarradas à TV ?
  • Cidadao
    16 jan, 2020 Lisboa 11:09
    Resolver os problemas dos professores, aqueles que fazem com que a carreira seja agora de fugir dela, isso não. O melhor é por uns remendos... Típico.
  • Professor
    16 jan, 2020 5 de out 10:00
    Volta-se ao "antigo" onde até professores de educação física - daqueles que na altura, até meter uma disquete no computador lhes suscitava dúvidas, mas eram do quadro e não tinham horas para completar horário, então vinham para informática onde os alunos sabiam mais que eles.