|
A+ / A-

Coronavírus. O que se sabe sobre esta nova estirpe que já fez mortos?

16 jan, 2020 - 07:15 • João Cunha , Carla Caixinha

Os coronavírus são uma grande família de vírus e podem causar infeções que vão da gripe comum à Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS).

A+ / A-
O que é o coronavírus e como se transmite?
O que é o coronavírus e como se transmite?

O que é e porque se chama coronavírus?

O genoma do novo vírus já foi sequenciado por laboratórios chineses, os quais concluíram que é da família da SARS (a Síndrome Respiratória Aguda Grave), que entre 2002 e 2003 fez 648 vítimas mortais na China, incluindo em Hong Kong.

Visto ao microscópio, este vírus tem à sua volta uma espécie de espinhos que fazem lembrar uma coroa – daí o nome coronavírus.

Onde começou? Há novos casos?

Uma nova estirpe de coronavírus foi detetada na China e teve origem na cidade chinesa de Wuhan. Os primeiros casos fora do país foram detetados na Tailândia e no Japão, com ambos os pacientes a terem visitado Wuhan recentemente. Também há um caso confirmado na Coreia do Sul.

As autoridades chinesas disseram que a doença teve origem num mercado de mariscos situado nos subúrbios de Wuhan, uma cidade no centro do país e um importante centro de transporte doméstico e internacional.

Quais os sintomas?

Até ao momento, os sintomas descritos para a pneumonia viral de Wuhan são semelhantes aos de uma constipação, mas podem ser acompanhados de febre, fadiga, tosse seca e, em muitos casos, falta de ar.

Os casos de pneumonia viral alimentam receios sobre uma potencial epidemia, depois de uma investigação ter identificado a doença como um novo tipo de coronavírus, uma espécie de vírus que causam infeções respiratórias em seres humanos e animais e são transmitidos através da tosse, espirros ou contacto físico.

Quantos infetados ou vítimas mortais?

Entre as 41 pessoas infetadas com a nova pneumonia viral, cinco permanecem em estado grave. Há a registar três mortos até ao momento.

Mais de 700 dessas pessoas que mantiveram “contacto próximo” com os infetados estão a ser monitorizadas, além do pessoal médico que tratou inicialmente pacientes sem a proteção adequada. O período de quarentena e observação estabelecido pelas autoridades é de 14 dias.

O que diz a DGS?

A Direção-Geral da Saúde garante que o surto de pneumonia viral na China já está contido, indicando que uma eventual propagação "não é uma hipótese neste momento a ser equacionada". Segundo Graça Freitas, a transmissão entre pessoas apresenta uma "fraquíssima possibilidade", sendo que um dos indicadores que deixa as autoridades portuguesas tranquilas é o facto de os profissionais de saúde que trataram os doentes na China não terem adoecido.

Quais as recomendações?

- Evite o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas.

- Lave frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes.

- Evite o contacto com animais.

- Adote "medidas de etiqueta respiratória", como tapar o nariz e a boca quando espirrar ou tossir e lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir.

Se quem viajar para aquela região da China apresentar sintomas sugestivos de doença respiratória, durante ou após a viagem, deve procurar atendimento médico e informar o médico sobre a história da viagem. Poderá ainda ligar para o número de telefone 808 24 24 24 (SNS24).

A OMS já fez algum alerta?

Os hospitais de todo o mundo devem estar preparados para lidar com um novo grupo de vírus, anunciou esta semana a Organização Mundial de Saúde (OMS), não afastando um cenário de contágio em massa.

A diretora interina do Departamento de Doenças Emergentes, Maria Van Kerkhove, alertou ainda para a possibilidade de haver contágio entre humanos, embora ainda não haja dados suficientes para confirmar essa suspeita. O novo coronavírus, sublinhou, é semelhante a outros que surgiram nos últimos anos, como a SARS ou a síndrome respiratória do Médio Oriente (MERS).

Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • Filipe
    16 jan, 2020 évora 15:59
    Milhares de Chineses todos os doas visitam Portugal , é só pensar como se fabrica e modifica um vírus para controlo de população e depois de propaga ... outros no passado se espalharam ... não , muitos laboratórios herdaram as intuições de Josef Mengele .
  • me
    16 jan, 2020 14:26
    Um morto declarado que foi na China. Deixem-se de chinesices