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Estendal solidário para ajudar quem mais precisa em Évora

15 jan, 2020 - 12:39 • Rosário Silva

A ação solidária é da Santa Casa da Misericórdia e pretende melhorar o inverno a quem necessita de maior conforto.

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Não é a aldeia da roupa branca, mas pode aconchegar o corpo (e quem sabe a alma) de quem mais precisa, nestes dias frios.

Para quem sobe ou desce a Rua de Machede, em Évora, é quase impossível ficar indiferente ao enorme estendal de roupa que foi colocado no jardim do Paraíso.

A iniciativa é da Santa Casa da Misericórdia que, até dia 17, promove esta ação solidária, com a finalidade de melhorar o inverno a quem necessita de maior conforto.

Esta iniciativa destina-se a pôr à disposição da população em geral, daqueles que mais necessitam, um conjunto de bens, nomeadamente vestuário e calçado, para que possam de forma descomprometida, e quase invisível, ter acesso e utilizar aquilo que a Misericórdia tem para oferecer”, explica à Renascença, o provedor da instituição, Francisco Lopes Figueira.

Agasalhos, gorros, blusas de malha, malas, calçado para a época ou cobertores, nada falta nesta mega corda, estendida, até sexta-feira, entre as 10h e as 17h.

“Há pessoas que se sentem inibidas de tomar a iniciativa, e ir a algum sitio dizer que precisam disto ou daquilo”, por isso “resolvemos colocar na rua, e em local de passagem, roupa para que as pessoas possam tirar aquilo que lhes faz falta”, sublinha o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Évora.


Francisco Lopes Figueira garante que a instituição mantém a funcionar a sua loja social “Dar+”, para um atendimento mais privado, assegurando que esta iniciativa é um complemento ao projeto com a finalidade de levar mais pessoas a beneficiarem de ajuda e não para as expor em praça pública.

“Há pessoas envergonhadas, por isso sentem-se mais desinibidas desta forma, uma vez que não estão a ser controladas”, afirma, garantindo que “o estendal têm tido imensa frequência”, com muitos a aproximarem-se “para ver e outros para levar o que lhes faz falta, de forma despercebida.”

O responsável da Misericórdia eborense acredita que a iniciativa vai ajudar muitas pessoas “que não reconhecem que precisam” a pedir ajuda, estimando um “crescimento do número de indivíduos a procurar auxilio na forma tradicional, deixando de lado a vergonha.”

A organização apenas pede “consciência social, respeito pelo espaço” e que seja levado, somente, o que se necessita, tendo em conta a existência de “várias pessoas em situação de pobreza, mas também várias famílias com orçamentos pequenos.”

“A Santa Casa existe há 520 anos”, lembra Francisco Lopes Figueira, aproveitando para deixar, também, um apelo a todos os interessados em colaborar na ajuda aos mais necessitados.

“Se nos puderem ajudar ao nível do voluntariado, um dia, meio dia, seja o que for possível, há muito trabalho que pode ser feito por voluntários”, adita o provedor.

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