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EUA e China assinam acordo parcial para por fim a guerra comercial

15 jan, 2020 - 07:10 • Redação com agências

A "Fase Um" deste acordo determina o início de reformas nas práticas chinesas de transferência de tecnologias e uma expansão nas compras de produtos agrícolas entre os dois países.

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Esta quarta-feira é dado o primeiro passo para pôr fim à guerra comercial de quase dois anos entre os Estados Unidos e a China. Os dois países assinam a primeira fase de um acordo - com várias cedências de parte a parte – onde são retiradas taxas retaliatórias e é retomado o investimento em importações.

A "Fase Um" deste acordo determina o início de reformas nas práticas chinesas de transferência de tecnologias e uma expansão nas compras de produtos agrícolas entre os dois países.

Para assinar este acordo parcial, o vice-primeiro-ministro da China já está em Washington desde segunda-feira e vai reunir-se com o Donald Trump, na Casa Branca.

Inicialmente foi noticiado pelas agências de notícias internacionais que os Estados Unidos iam deixar de impor taxas alfandegárias exorbitantes aos produtos importados da China como tem vindo a acontecer. No entanto, nas últimas horas, o governo de Donald Trump garantiu em comunicado que essa intenção não passa de um boato e de que para já “não há um acordo sobre uma futura redução nos direitos aduaneiros”.

Isto significa é que o governo chinês será o primeiro a fazer algumas cedências. Pequim compromete-se a aumentar a importação de produtos americanos, a permitir um maior acesso de empresas dos Estados Unidos ao sistema financeiro chinês e além disso, promete ainda que não vai desvalorizar de forma artificial a sua moeda (o yuan), tendo em conta que sempre que isso acontece, os produtos chineses ficam mais baratos, aumentam as exportações, em prejuízo de outros países emergentes, porque são menos procurados.

O gigante asiático compromete-se a comprar cerca de 200 mil milhões de euros em exportações norte-americanas, que incluem bens agrícolas, mas também em produtos e serviços energéticos.

O secretário do Comércio dos EUA, Steven Mnunchin, diz-se confiante em que as “questões técnicas mais complexas estão praticamente resolvidas”, acreditando que as futuras negociações para novas fases do acordo comercial serão “substancialmente mais fáceis”.

O Governo chinês também já comentou este acordo, mostrando-se otimista relativamente ao desenvolvimento das negociações comerciais entre os dois países, dizendo acreditar que será encontrada uma solução definitiva para um conflito que dura há mais de um ano e meio.

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