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DS 3 Crossback E-Tense – De Lisboa ao Porto em conforto e só com uma carga

15 jan, 2020 - 17:44 • José Carlos Silva

Um pequeno luxuoso, a lutar no segmento B por um lugar nos carros eléctricos.

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Com uma autonomia de pouco mais de 300 quilómetros, é uma proposta racional num mercado que cresce junto dos clientes que apostam cada vez mais em automóveis “limpos”.

Exterior

Discreto, mas chique. De resto a versão testada é o DS 3 Crossback E-Tense Grand Chiq. Faz justiça à designação, que serve quase como reforço do que a DS oferece habitualmente aos seus potenciais clientes.

Por fora, os pormenores marcam desde logo a diferença face à restante concorrência. Basta um deles: os puxadores estão integrados nos painéis das portas e são de cor diferente da carroçaria. Quando o comando de abertura das portas, os puxadores saem das portas permitindo abri-las. É um pormenor é certo. Mas a DS vive destes pormenores, e bem.

Apesar de não ser um carro grande - tem 4,11 metros de comprimentos por 1,98 de largo - ostenta uma grande grelha cromada, onde sobressaem as letras “D” e “S”. Na lateral, destaque para as portas traseiras com um desenho incomum no recorte dos vidros. Tal como são muito recortados os grupos ópticos da frente.

Interior

Os losangos estão presentes em todo o lado. Nos bancos, no tablier, nos botões. Tudo com uma qualidade acima do normal, complementado com vários apontamentos em pele, no tablier e nas portas. A vida a bordo ganha outro sentido.

Os bancos da frente são confortáveis, mas não são do meu ponto de vista, os mais confortáveis no confronto do Carro do Ano.

Os bancos traseiros acolhem bem dois passageiros adultos, e uma criança no meio.

A bagageira tem 350 litros de capacidade, o que é bastante respeitável para um automóvel totalmente eléctrico e que pelas dimensões compactas tem de arranjar espaço para as baterias e vários componentes eléctricos.

Motor

Equipado com um motor eléctrico capaz de produzir uma potência equivalente a 136 cavalos, o DS 3 Crossback E-tense vai do zero aos cem em 9 segundos e tem uma velocidade máxima de 150 quilómetros por hora.

A autonomia é de 320 quilómetros por hora, segundo o construtor. Uma autonomia que explorámos num par de dias, na versão ECO, onde é possível controlar melhor, e sem grande redução de prestações, o comportamento do DS.

As baterias carregam totalmente em pouco mais de 7 horas, ou em meia hora pode obter-se 80 por cento da carga máxima se for num ponto de carga rápido de 100 kW.

O peso das baterias, ao contrário de outros carros eléctricos não têm efeito negativo no comportamento. Anda bem, e a autonomia, não sendo a melhor do mercado, é fiável numa condução dita normal. O que deixa mais descansado o condutor.

O preço do DS 3 Crossback E-Tense Grand Chic é de cerca de 46 mil euros.

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