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Projeto “CareME” quer ajudar cuidadores de jovens em acolhimento residencial

14 jan, 2020 - 08:47 • Olímpia Mairos

O projeto piloto abrange cerca de 240 cuidadores de 20 instituições e dirige-se a quem cuida, pretendendo “garantir as melhores condições para o desenvolvimento” de jovens que vivem nas instituições.

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Chama-se “CareME”. É um projeto que junta a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), a Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto (FPCEUP) e o Instituto de Segurança Social. Propõe uma intervenção piloto em instituições de acolhimento residencial de jovens, no Centro Distrital do Porto.

Segundo Catarina Pinheiro Mota, docente e investigadora da UTAD, o objetivo desta investigação-ação, financiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, “é implementar e testar uma resposta de intervenção psicológica face às necessidades dos cuidadores, ao nível da relação que estabelecem com os jovens”.

O estudo visa, assim, avaliar os efeitos da intervenção com os cuidadores e acompanhar em simultâneo o desenvolvimento de jovens que vivem nas instituições. Abrange cerca de 240 cuidadores de 20 instituições.

Paula Mena Matos, da FPCEUP, explica que, “devido às constantes vicissitudes que os cuidadores enfrentam no contexto de acolhimento residencial, torna-se urgente o investimento na formação especializada, na supervisão continuada e no desenvolvimento emocional dos cuidadores”.

Isto, porque, acrescenta Catarina Pinheiro Mota, da UTAD, “as vivências prévias de adversidade dos jovens que chegam à instituição obriga a desafios constantes para os cuidadores, que se confrontam frequentemente com o desejo de ajudar, associado a um sentimento de impotência”.

No entender das duas investigadoras o projeto vai ao encontro da necessidade sentida pelos intervenientes, na “criação de condições laborais que permitam aos cuidadores sentirem-se apoiados no seu trabalho”.

Sendo os cuidadores figuras de “extrema relevância” para estes adolescentes, e embora não “substitutos de figuras parentais”, podem desempenhar um papel “decisivo na promoção do bem-estar e da adaptação psicossocial, fornecendo segurança emocional”, pelo que o projeto, ao dirigir o olhar a quem cuida, pretende “garantir as melhores condições para o desenvolvimento de quem é cuidado”, concluem as investigadoras.

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