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OMS quer hospitais preparados para nova estirpe de coronavírus oriunda da China

14 jan, 2020 - 19:30 • Pedro Mesquita

Graça Freitas desdramatiza e diz que Portugal está preparado para todos os cenários.

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Um novo coronavirus detetado na China motiva recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) aos hospitais de todo o mundo. Pelo menos 41 pessoas já estão infetadas, e há uma morte confirmada, na China.

Os coronavírus são uma grande família de vírus, e podem causar infeções que vão da gripe comum à SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave).

Perante os casos agora conhecidos, a diretora interina da OMS – Maria Van Kerkhove – sublinha que estão a ser adotadas medidas de prevenção, à escala global. "Estamos a preparar-nos para a hipótese de contágios em massa, pelo que estão a ser tomadas medidas de prevenção e controlo de infeções, para que os hospitais de todo o mundo apliquem e tenham a precaução habitual".

A diretora-geral da Saúde portuguesa sublinha que não se trata, ainda, de um alerta da OMS e fala de um risco controlado.

Em declarações à Renascença, Graça Freitas explica que "antes da OMS avançar um alerta tem que reunir um comité de emergência, e nem sequer reuniu. E isto quer dizer que o risco do surto de pneumonia que se verificou naquela cidade chinesa, é um surto controlado. O genoma já foi sequenciado e nada indica, até à data, que este Coronavirus se transmita pessoa a pessoa".

Sustenta que não há motivo para sobressalto: "Não, até porque nenhum dos profissionais de saúde que trataram os doentes adoeceu, até agora, e essa seria uma indicação de que o vírus se transmitiria de uma pessoa para outra. O risco é, portanto, muito baixo, neste momento".

A diretora-geral da Saúde explica que os hospitais portugueses estão preparados, há muitos anos, para estas emergências. “Estão preparados, há muitos anos, para estas emergências e perante a hipótese de importar um caso destes – que como lhe disse, nada indica que se transmita de uma pessoa para outra – a indicação que os hospitais, centros de saúde, ou profissionais de saúde têm é para ligarem para a linha dedicada que existe e que se chama Linha de apoio ao Médico.”

“Portanto, perante um hipotético, raríssimo, altamente improvável caso que possa chegar da China com esta sintomatologia respiratória, deve ser contactada a linha de apoio e essa pessoa será isolada e seguida em conformidade, como já fizemos para o ébola, para o marburg ou para o SARS”, diz.

“É este o mecanismo que existe e que ativamos, ou não, conforme a gravidade da situação ou o risco. Por agora o que está ativada, como sempre, é a linha médica de apoio. Neste momento estamos, apenas, a informar os profissionais de saúde e vamos fazer um comunicado para a população, mas é tranquilizador. Como lhe digo, a OMS ainda nem sequer reuniu o seu Comité de Emergência e muito menos emitiu qualquer alerta”, assegura a diretora-geral da Saúde.

Recomendações da DGS

- Evite o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas.

- Lave frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes.

- Evite o contacto com animais.

- População a adotar "medidas de etiqueta respiratória", como tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir ou lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir.

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