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Relvas apoia Montenegro na segunda volta das diretas do PSD

13 jan, 2020 - 13:59 • Paula Caeiro Varela

O antigo secretário-geral do partido recorda que da única vez que houve segunda volta numas eleições em Portugal o candidato que tinha ficado em segundo lugar acabou por vencer.

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Não é exatamente uma surpresa, mas Miguel Relvas, uma das peças-chave na candidatura de Miguel Pinto Luz, defende que o PSD votou maioritariamente nas duas candidaturas que defendiam a mudança no partido.

Em declarações à Renascença, o antigo dirigente social-democrata diz que vai apoiar na segunda volta Luís Montenegro, que ficou em segundo lugar na primeira volta das eleições internas, no passado sábado: “Sempre acreditei que o PSD queria mudar depois de duas derrotas muito significativas, derrota nas legislativas com 28% e nas europeias com 21%."

Relvas sublinha que, apesar do resultado muito significativo da candidatura de Rui Rio, “as duas candidaturas que protagonizam a mudança são mais votadas” e considera que cabe agora a Luís Montenegro "demonstrar que, mais do que uma segunda volta, é uma nova eleição”.

Ainda no sábado à noite, no hotel que serviu de sede a Luís Montenegro, vários militantes fizeram questão de lembrar como foi a história da única eleição com segunda volta em Portugal, as presidenciais de 86, quando Mário Soares (derrotado na primeira volta) acabou por vencer à segunda Freitas do Amaral. Miguel Relvas também alinha nessa narrativa e anuncia que vota agora “sem dificuldades” na candidatura do antigo líder parlamentar do PSD.

Se Rui Rio ganhar, tem de aprender com os erros.

Mesmo confiando que ainda é possível Montenegro ganhar à segunda volta, Miguel Relvas admite o cenário de uma vitória de Rui Rio. Nesse caso, diz esperar que o actual líder aprenda com os erros do passado: “o caminho que foi seguido, da exclusão, o caminho de ficar fechado na sua toca, é o caminho de um pequeno partido e não de um grande partido”.

Quanto ao que faltou para que Luís Montenegro convencesse os militantes à primeira, sustenta que a campanha tem sido fraca nas ideias para o país e demasiado concentrada no partido, um erro na visão do antigo secretário geral do PSD. Destaca que os líderes mais fortes e com mais peso dentro do PSD - Cavaco Silva, Durão Barroso e Passos Coelho, que chegaram ao governo - fizeram o contrário: “a meu ver, a candidatura de Luís Montenegro falou demasiado para o partido, tem agora uma semana para falar para o país e demonstrar que - se os militantes querem que o PSD volte a ser governo e a ser uma alternativa real - têm que votar nele”.

Uma semana chega para convencer os que não foram convencidos ainda?

Não é difícil fazer chegar a mensagem, defende Miguel Relvas, e há nove mil militantes que, apesar de terem as quotas pagas e estarem inscritos, não foram votar. São esses que é preciso mobilizar a tempo do próximo sábado, conclui.

[Notícia atualizada às 14h38]

Comentários
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  • Cidadao
    13 jan, 2020 Lisboa 17:56
    O PSD tem pouco a ganhar com o regresso do Passismo. Porque é disso que se trata, se Montenegro ganhar a 2.ª volta. Aliás, basta ver as pessoas que o rodeiam, desde a Maria Luís Albuquerque ao Miguel Relvas, tudo gente do Passismo a querer voltar. Acho é que as pessoas, a Classe Média, e em particular a Função Pública e os Pensionistas em peso, aquela massa de Eleitores que compunham muito do eleitorado PSD mas que a política de diabolização e os cortes sobre cortes tanto de salários como de pensões, efectuados pelo governo PSD-CDS fizeram afastar e nunca mais voltar, não devem nem regressar nem apoiar políticos que as massacraram sem tréguas durante 4,5 anos. Montenegro não é o Homem certo para fazer renascer o PSD, nem para disputar a Costa o cargo de 1.º Ministro. Infelizmente, Rui Rio também não parece sê-lo.
  • José J Cruz Pinto
    13 jan, 2020 ILHAVO 17:17
    Pois quem haveria de torcer pela tralha Pseudo-Social-Democrata? Por que não se juntam ao Chega e à IL num mesmo e único refugo político?