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Ministro diz que novo aeroporto do Montijo "é determinante e crítico" para o país

13 jan, 2020 - 19:11

Pedro Nuno Santos considera que não se tem o "direito de continuar a adiar o desenvolvimento do país".

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O novo aeroporto do Montijo "é crítico" para Portugal, afirma o ministro das Infraestruturas e da Habitação. Pedro Nuno Santos considera que não se tem o "direito de continuar a adiar o desenvolvimento do país".

"Para um país periférico como Portugal o investimento aeroportuário, o novo aeroporto na região de Lisboa, é determinante, é crítico para que o nosso povo possa viver melhor", afirmou esta segunda-feira o ministro, numa audição conjunta nas comissões parlamentares de Orçamento e Finanças e de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, no âmbito da apreciação na especialidade do Orçamento do Estado para 2020 (OE 2020).

Pedro Nuno Santos salientou que o atual aeroporto de Lisboa não tem capacidade para receber todos os voos e que a localização da nova infraestrutura no Montijo é a solução.

"Não temos o direito de continuar a adiar o desenvolvimento do país", afirmou o governante, que salientou: "Todos os investimentos em infraestruturas têm impacto ambiental, que não haja ilusão nenhuma sobre isso".

O que é preciso "é garantir um equilíbrio" entre a preservação do ambiente e qualidade de vida, mas permitindo que o país continue a desenvolver-se, apontou o ministro, na sua intervenção inicial.

"Estamos já neste momento a perder dezenas de milhões de euros, centenas todos os dias, porque aeroporto de Lisboa não pode receber a quantidade de voos que procuram todos os dias" aquela infraestrutura, "são menos receitas, são menos empregos, perde o povo português", salientou.

"Não temos tempo e direito para continuar a estudar" outras localizações, acrescentou, apontando estar convencido de que o Montijo é a melhor solução.

Em 08 de janeiro de 2019, a ANA e o Estado assinaram o acordo para a expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa, com um investimento de 1,15 mil milhões de euros até 2028 para aumentar o atual aeroporto de Lisboa (aeroporto Humberto Delgado) e transformar a base aérea do Montijo num novo aeroporto.

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  • Luis Chucha
    15 jan, 2020 16:42
    Quem está a enganar as pessoas é o governo e o ministro. EIA (pág. 4 do Aditamento), no Cenário Otimista, a soma do nº anual de movimentos do Aeroporto Humberto Delgado (AHD) e do Aeroporto do Montijo (AM) situar-se-á, em 2032, em 279 500 movimentos aéreos/ano. Mesmo sem considerar a necessidade de conter a evolução do tráfego aéreo por forma a garantir a neutralidade carbónica global em 2044, torna-se necessário avaliar o quesito de urgência observando aeroportos europeus que, tal como o atual Aeroporto de Lisboa, tenham apenas uma pista e verificar qual o número de movimentos máximo que suportam. No Aeroporto de Gatwick, que opera como se tivesse apenas uma pista, tal como o AHD, pudemos verificar que em 2018 se observaram 283 900 movimentos aéreos/ano, o que significa que o quesito de urgência por incapacidade da atual infraestrutura para receber mais movimentos aéreos não pode ser comprovado.