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Eleições no PSD

Montenegro acredita na "mudança" e quer ir à TV debater, Rio recusa e diz que só não venceu por 0,56%

12 jan, 2020 - 00:50 • Redação

O candidato à liderança do PSD que ficou em terceiro lugar no sábado, Miguel Pinto Luz, diz que a sua candidatura "surpreendeu todos" e acredita igualmente que os militantes do PSD "querem uma forma diferente de fazer política".

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O candidato à liderança do PSD Rui Rio agradeceu a “vitória expressiva” nas eleições do partido, frisando ter ficado “a 0,56% da maioria absoluta”, o que obriga a uma segunda volta apenas “devido a novas regras”.

“É a primeira vez no PSD em que há uma segunda volta. Pelas regras antigas, isto estava arrumadíssimo. Mas comigo nada é fácil”, observou Rui Rio, também líder social-democrata, em declarações aos jornalistas e militantes num hotel do Porto.

Rio começou por “agradecer esta vitória expressiva”, por ter ficado a “0,56% de conseguir a maioria absoluta”, recusou debater com o outro candidato à segunda volta, Luís Montenegro, e recusou que o partido seja uma “agência de distribuição de lugares”.

Rui Rio foi o mais votado nas eleições para a liderança do PSD, com 49,44%, e vai disputar uma segunda volta com Luís Montenegro, que teve 41,26%, anunciou o Conselho de Jurisdição Nacional dos sociais-democratas.

Montenegro acredita que os militantes do PSD "votaram na mudança"

O candidato à liderança do PSD Luís Montenegro defendeu que foram mais “os militantes que votaram na mudança do que na continuidade” nas diretas de sábado e desafiou Rui Rio para um debate televisivo na próxima semana.

Numa declaração sem responder a perguntas, Montenegro deixou também uma palavra ao candidato que ficou em terceiro lugar na disputa, Miguel Pinto Luz: “Se eu for eleito líder do PSD, contarei com ele para os desafios políticos e partidários que temos de enfrentar”, afirmou. No final, com os jornalistas a questioná-lo insistentemente, Montenegro respondeu que “claro” que acredita numa vitória na segunda volta que se disputará no próximo sábado, dia 18.

O antigo deputado elencou as “três preocupações” com que vai disputar a segunda: “unidade, clarificação e ambição”. “Unidade porque a minha preocupação é de ser um líder agregador, se tiver a confiança dos militantes quero na minha lista pessoas que estiveram ao lado de Rui Rio e de Miguel Pinto Luz”, afirmou reiterando que o seu único adversário é o primeiro-ministro e líder do PS, António Costa.

O antigo líder parlamentar do PSD considerou que a próxima semana servirá para clarificar o que pretendem os militantes: “Entre uma estratégia de oposição firme, que defendo como ponto de partida face ao PS, e o prosseguimento da estratégia de subalternidade que tivemos com a atual liderança”.

Finalmente, Luís Montenegro pediu ambição aos militantes: “Ambição de vencer eleições autárquicas e eleições legislativas, ambição de governar Portugal”. “Quero finalmente fazer um convite a Rui Rio: um convite para que ele aceite desde já fazer pelo menos um debate televisivo na próxima semana. Este debate é essencial para ajudar os militantes a tomar a decisão final no próximo dia 18, não podemos fugir à nossa responsabilidade de debater o futuro do PSD e sobretudo o futuro de Portugal e como fizemos até aqui de o fazer com elevação e sentido de responsabilidade”, afirmou.

Quando chegou à sala do hotel onde a sua candidatura acompanhou a noite eleitoral, em cima da meia-noite, Luís Montenegro foi aplaudido de pé pelas dezenas de apoiantes na sala, entrando a fazer o “V” de vitória, acompanhado pela mulher, pela diretor de campanha, Pedro Alves, e pelo antigo líder parlamentar Hugo Soares. Entre as dezenas de apoiantes, estiveram o deputado Pedro Pinto e os antigos parlamentares António Leitão Amaro e Luís Campos Ferreira e as ex-ministras Paula Teixeira da Cruz e Teresa Morais.

Pinto Luz pensou que tinha 12% dos votos, não chegou aos 10, mas diz que "surpreendeu"

O candidato à liderança do PSD Miguel Pinto Luz, que começou por reclamar ter alcançado 12% nas eleições diretas dos sociais-democratas mas ficou-se pelos 9,30%, classificou o seu resultado eleitoral de surpreendente e sublinhou que a partir de agora a responsabilidade é “muito maior”.

“A responsabilidade a partir de hoje é muito, muito maior”, declarou Miguel Pinto Luz, numa curta declaração perante dezenas de apoiantes num espaço em Lisboa que serviu de quartel-general à sua candidatura. Depois de cumprimentar Rui Rio e Luís Montenegro, Pinto Luz sublinhou que “o resultado hoje é claro”: “Os militantes do PSD disseram que queriam uma forma diferente de fazer política, uma agenda diferente, prioridades diferentes”. “Partimos com as expectativas modestas, todos sabemos, mas penso que hoje podemos dizer com propriedade que surpreendemos todos, mesmo aqueles que tentaram a todo o custo a bipolarização nestas eleições”, defendeu o vice-presidente da Câmara Municipal de Cascais.

Pinto Luz considerou que a sua candidatura marcou “a diferença” pelas ideias, pelo inconformismo, pelo reformismo, e também pelo “arrojo” da sua agenda e prioridades. “Conseguimos com a força das nossas ideias, e é muito importante isto, recuperar muitos homens e mulheres afastados do PSD. Sabemos que é precisamente por aqui que o PSD construirá uma alternativa, dissemo-lo nos últimos dois meses e digo hoje outra vez: é com a força das nossas ideias, que o PSD voltará a liderar o nosso país”, afirmou.

Pinto Luz defendeu que o PSD é o “único instrumento de mudança que Portugal precisa”, para ser “a alternativa ao modelo socialista, estatizante”, e declarou que a sua candidatura “é fiel depositária desses valores reformistas e de mudança”.

Pinto Luz agradeceu ao ‘seu’ distrito, Lisboa, pela vitória, bem como ao distrito de Setúbal, referindo a presença de Bruno Vitorino na sala, e à região da Madeira, pelas vitórias, deixando também um agradecimento a todos os militantes de todo o país. Entre os apoiantes presentes, estavam, além do seu diretor de campanha, Matos Rosa, e figuras como José Eduardo Martins, Vasco Rato e Carlos Silva.

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