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BMW X7 M50d – A besta alemã

07 jan, 2020 - 14:13 • José Carlos Silva

Uma besta. Não há palavra que melhor defina o BMW X7. É simplesmente monstruoso em tudo, e não apenas no tamanho.

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Em tempos, uma marca automóvel alemã desafiava os clientes a pensar pequeno. Think Small. A BMW pede com este modelo exatamente o contrário: Pense em grande. Já está? Então tudo o que imaginou em quatro rodas, pode ser sintetizado neste BMW X7.

Exterior

É impossível não dar de caras com o duplo rim gigantesco que compõe a enorme grelha. Isto bastava para sintetizar a linha “bruta” deste X7. As jantes de 22 polegadas dão nova dimensão à palavra grande, e podemos desde logo imaginar um dos rappers da moda a dançar à volta do carro. Eu, com 1,70 metros tenho ambições mais modestas e dou-me por satisfeito se não tiver de pular para entrar ou sair do carro.

Ainda no que toca à estética, são muito bem conseguidos os faróis dianteiros, neste caso, com a opção Laserlight, opção que custa… 1.260 euros.

A lateral não tem nada de muito inovador, mas ostenta a imponência do modelo, com o vidro lateral traseiro a ser mais do que ornamental, útil para quem utilizar a terceira e última fila de bancos.

A traseira ostenta as linhas de família BMW, onde se destacam duas belíssimas saídas de escape.

Interior

Sumptuoso, espaçoso, confortável. Podíamos resumir a experiência por aqui, mas podemos falar também do tablier de grandes dimensões, dos frisos de madeira, da consola central com um generoso espaço de arrumos à frente do botão que controla as funções do ecrã central de boas dimensões.

Mas este não é um automóvel comum. A versão testada tem seis lugares, mas há uma com sete. Aos dois lugares à frente, somam-se outros dois na fila central. Separados, duas poltronas, reclináveis, com múltiplos ajustes. A fazer inveja a alguns bancos de avião, de primeira classe.

Os ajustes podem fazer recuar estas poltronas, para um ponto remoto muito perto da bagageira, ou para cima dos dois últimos lugares que, obviamente, são rebatíveis. A bagageira em posição dita normal com os seis lugares montados tem uma capacidade superior a 325 litros, o que já seria muito respeitável. Mas se a última fila for rebatida, o espaço disponível é ampliado para 750 litros. Até nisto, o X7 é em grande.

Motor

Estamos perante um bloco de 3 litros, que ostenta a sigla M50d, “d” de diesel. A potência é elevada aos 400 cavalos. Esta “besta” de cerca de duas toneladas e meia alcança os 100 quilómetros por hora em 5,4 segundos. A velocidade máxima está limitada aos 250. Não andámos, nem sequer por perto, mas não temos qualquer dúvida que esta é uma meta facilmente alcançável pelo X7.

A marca bávara reclama que os consumos andam entre os 7 e os 7,4 litros aos cem, mas não conseguimos melhor que uma média de 10,4 l/100.

A condução é excelente não fosse o facto das dimensões… dois metros de largura, mais de cinco de comprimento, 1,80 de altura. Sentados no banco da frente com a opção “massagem” ligada (um extra de quase 1000 euros), com o plano do banco esticado ao máximo, regulação elétrica do banco e do volante, e mão no punho da caixa automática com um desenho de cristal, o mundo rapidamente pode transformar-se numa gigantesca estrada. E dá gosto puxar pela “Besta” enquanto penso seriamente na necessidade efectiva de “matar” o diesel. Para quê? O diesel fica a matar a este BMW X7 M50d de 173 mil euros, incluindo mais de 23 mil em extras.

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