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Não há Ben-u-ron, mas há genérico. Infarmed garante que há alternativas

29 dez, 2019 - 14:09 • Lusa

Em pleno pico de gripe, um dos mais populares xaropes para a febre ou sintomas gripais em crianças está em rutura de 'stock'. Reposição "não vai ser possível durante o mês de janeiro".

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A Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) assegurou este domingo que há alternativas no mercado para substituir o xarope Ben-u-ron, que está em rutura de 'stock' em muitas farmácias, com a mesma forma farmacêutica e em quantidade suficiente.

O “Jornal de Notícias” avança na edição deste domingo, citando a Associação Nacional de Farmácias (ANF), que ainda haverá xarope "Ben-u-ron" (um dos mais comprados para combater febre ou sintomas gripais em crianças) em 'stock' em algumas farmácias, mas que a rutura será sentida em todo o país.

Segundo uma fonte da ANF, a previsão é de que a reposição "não vai ser possível durante o mês de janeiro".

Em declarações à agência Lusa, a coordenadora do Gabinete de Disponibilidade do Medicamento do Infarmed, Helena Ponte, afirmou que a autoridade do medicamento foi notificada pela Bene Farmacêutica, empresa titular da autorização de introdução no mercado (AIM) do Ben-u-ron da situação de rutura

“O fabrico [do xarope] teve um problema de qualidade e a empresa titular da AIM agiu em conformidade e notificou o Infarmed com o tempo suficiente para nós realmente garantirmos o acesso a esse medicamento, o paracetamol em xarope 40 miligramas”, disse Helena Ponte.

Segundo a responsável, este medicamento tem alternativas no mercado nacional pela parte da Generis Farmacêutica, dos Laboratórios Basi e da Farmoz.

A notificação permitiu que a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde fizesse o seu trabalho “na garantia do seu acesso durante o período que há uma grande probabilidade do medicamento Ben-U-Ron estar em rutura”, sublinhou.

Durante esse período, salientou, o mercado nacional e todo o país terá “disponível o mesmo medicamento para ser consumido nas mesmas quantidades médias nesta altura do ano”, assegurou Helena Ponte.

A responsável adiantou que a empresa farmacêutica para mitigar o impacto desta rutura reforçou a disponibilidade de outras formas farmacêuticas, mas o Infarmed pugnou para que houvesse alternativas com a mesma forma farmacêutica, independentemente de haver um reforço de comprimidos ou de supositórios, que não é o foco do problema da rutura.

Questionada pela Lusa sobre se a rutura poderá ser até fevereiro, Helena Ponte afirmou que, neste momento, há “uma previsibilidade dessa rutura que pode ser superior, pode ser inferior, tendo em conta que é uma questão de qualidade”.

"Diria que, se calhar, em fevereiro seria o pior dos cenários, mas até para a empresa porque, do ponto de vista do consumidor nacional, há o medicamento em Portugal", sustentou.

Mas, vincou, esses fatores já foram tidos em conta na análise do Infarmed. “Neste momento, já temos quantidade suficiente no mercado e em território nacional superior àquela que, em princípio, será necessária para o tempo de rutura, além dos mecanismos já ativados para a sua produção nas quantidades que forem necessárias”, reiterou.

Para o Infarmed, a avaliação desta rutura foi de “impacto reduzido ou nulo”, porque o medicamento está assegurado no mercado pelos genéricos.

Comentários
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  • J M
    30 dez, 2019 Seixal 18:58
    Mas isto é noticia? Ben-u-ron é uma marca, os médicos prescrevem o medicamento pelo principio activo não pelas marcas, logo há outros medicamentos de outras marcas que fazem o mesmo efeito. Anda por ai um lobby sobre a saúde para entreter e alarmar o zé-povinho, então criaram mais uma não-noticia.
  • 29 dez, 2019 15:46
    Isabel! Comecamos a ensinar os meninos em pequeninos"entao e professores servem pra que?
  • Digo eu
    29 dez, 2019 Cá 14:47
    Mais um medicamento que foi vendido a quem pagou mais, e por isso faltou nas farmácias. "Inbstigue-se", como diria o insolvente. Claro que não vai ninguém preso, nem haverá sequer multas, mas ao menos mantenham um simulacro de autoridade.
  • Conceicao Santos
    29 dez, 2019 14:26
    As pessoas que tentem em Espanha, é a safa para muita gente, seja para animais ou pessoas.