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Combustíveis devem aumentar 2,5 cêntimos no início do ano

30 dez, 2019 - 19:52 • Sérgio Costa , João Pedro Barros

Atualização da taxa de carbono é responsável pela maior parte do agravamento, explica responsável da Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas.

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A gasolina e o gasóleo vão ficar mais caros nos primeiros dias do novo ano. O aumento poderá ser de 2 cêntimos e meio por litro, revela à Renascença António Comprido, secretário-geral da Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (APETRO).

“É previsível, de acordo com a lei em vigor, que haja uma atualização da taxa de carbono. E se isso acontecer obviamente haverá um agravamento por essa via, deverá ser à volta de 2,5 cêntimos por litro”, explica o responsável.

Porém, há outros fatores que podem fazer o preço crescer, nomeadamente “o aumento obrigatório da incorporação de biocombustíveis”, que passa de “7% para 10% em 2020”, precisa António Comprido. E, claro, a variação das cotações da gasolina e do gasóleo nos mercados internacionais, que acompanham o preço do crude, podem também fazer variar o preço nos postos portugueses.

Taxa de carbono sobe mais em 2020

A taxa de carbono é atualizada todos os anos, esclarece o responsável: “Ela está indexada ao preço do carbono no sistema europeu de comércio de emissões. Há um ano de referência, que é entre julho de 2018 e junho de 2019, e face a esse período há um agravamento que se reflete na taxa. A lei está em vigor há muitos anos, é como é e não temos mais comentários a fazer”.

Certo é que o aumento não se irá verificar já a partir de 1 de janeiro, esta quarta-feira, mas sim uns dias depois, previsivelmente na segunda-feira, 6 de janeiro.

“Temos a variação do preço dos combustíveis nos mercados internacionais e neste momento ainda não temos condições para saber se ela existe. Normalmente, essas variações só se sentem no início da semana, por isso um aumento não se irá refletir logo no início do ano”, assegura.

Comentários
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  • Cidadao
    31 dez, 2019 Lisboa 11:54
    Impostos e mais impostos, tudo disfarçado de preocupações ambientais quando o que se procura é receita fiscal. E desenganem-se os que pensam que a situação mudará com carros elétricos: quando estes rolarem em numero suficiente, também aparecerão impostos em catadupa para eles.