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O Natal em ​Santa Marinha é feito de presépios pendurados à porta

13 dez, 2019 - 21:04 • Liliana Carona

Cerca de 80 presépios em madeira estão a ser feitos à mão pelo padre Rafael Neves e a comunidade da paróquia de Santa Marinha, no concelho de Seia. O objetivo é distribuí-los pelas casas da povoação como forma de fazer regressar o símbolo máximo da época natalícia. São presépios para pendurar à porta de casa.

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O padre Rafael Neves, de 34 anos, também responsável pela pastoral da juventude da Diocese da Guarda, é pároco há oito anos em Santa Marinha.

Conhecido por lançar desafios à comunidade, como a colocação de uma cruz à porta das habitações na altura da Páscoa, eis que surge com um novo desafio: pendurar um presépio à porta de casa.

“Vimos trazer-lhe o presépio para colocar à porta de casa”, refere o jovem sacerdote, enquanto sobe as escadas da moradia de Emília Saraiva, 71 anos, que se apressa a colocá-lo.

“Vou manter o presépio. É muito bem e muito bom. Ainda cá tinha pendurado o símbolo da Páscoa que o padre Rafael tinha distribuído”, recorda.

É o menino Jesus que está no presépio que Emília Saraiva colocou à entrada de casa, em Santa Marinha. Mas nem sempre o presépio é a imagem principal das casas na época natalícia. O padre Rafael Neves quer inverter essa tendência. “Queremos tornar o presépio presente em cada casa e que ele se torne também um presente para oferecer a outras pessoas. Todos nos queixamos que a o Natal cristão nos está a ser roubado pela sociedade consumista e materialista, mas todos vamos alimentando isso e vamos perdendo a presença dos símbolos cristãos no âmbito social e público”, lamenta.

O sacerdote acrescenta que “a ideia antecipou-se a uma carta que o Papa Francisco publicou no dia 1 de dezembro acerca do significado do presépio, “O Sinal Admirável”, que vem bem a propósito”.

O presépio está a ser feito pela própria comunidade. Alexandra Abreu, 43 anos, está empenhada em fazer 80 presépios. “É muita coisa, estamos a fazer as cabeças das imagens, a envernizar, comprámos as placas, as madeiras e com as sobras e uma broca craniana fazemos as figuras”, conta Alexandra, concluindo que a ideia nasceu assim simples e genuína para “fazer ver que o que importa são aquelas três figuras”.

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