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SOS Amianto apela a publicação de edifícios afetados

12 dez, 2019 - 09:50 • Redação

O tema do amianto está em discussão no Parlamento nesta quinta-feira, com propostas de todos os partidos para que seja retirado este material dos edifícios públicos.

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A falta de informação sobre o amianto nos edifícios está a criar alarmismo junto da população, avisa a coordenadora da plataforma SOS Amianto na Renascença.

Convidada do programa As Três da Manhã, Carmen Lima pede a urgente publicação da listagem dos edifícios com este material cancerígeno.

“Essa listagem, publicação, terá de ser atualizada, como é óbvio, porque há a remoção do amianto nas escolas”, afirma.

“A ACT [Autoridade para as Condições do Trabalho] deu-nos a garantia de que só vai aprovar planos para remoção do amianto em períodos de pausa escolar, de férias e, portanto, é importante que continue a haver estas remoções. No caso das escolas, era fundamental saber quais as que estão em risco de haver uma maior degradação do amianto e, se não forem intervencionadas, que plano de monitorização vai ser feito às escolas”, pede ainda.

Carmen Lima esteve na Renascença no dia em que o Parlamento discute a remoção do amianto em muitos edifícios públicos, incluindo escolas.

Há várias propostas, mas o objetivo é comum: conseguir a retirada do amianto, um material muito usado na construção nas décadas de 70 e 80 do século passado.

Alguns dos projetos querem também forçar o Governo a informar o Parlamento sobre o calendário para a remoção do amianto e a divulgar quantas escolas ainda têm este material, porque são dados que o Governo continua sem revelar.

O amianto consiste num material fibroso que é mecanicamente forte e altamente resistente ao ataque químico e térmico. É muitas vezes transformado em telas que pode ser utilizado para reforçar o cimento e o plástico e a sua utilização foi muito popular em edifícios públicos de Portugal, nomeadamente escolas, entre os anos 1950 e 1990.

Se não for tocado, o material não representa quaisquer perigos para a saúde. Contudo, torna-se perigoso se for cortado, furado ou danificado de alguma forma, libertando partículas tóxicas que geram vários problemas de saúde caso sejam inaladas.

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  • João Oliveira
    12 dez, 2019 Sintra 18:25
    Hospital Amadora-Sintra! Um “mar” de amianto!!!...